Aluguel tem alta histórica. É preciso atenção dos proprietários e inquilinos

Aluguel tem alta histórica. É preciso atenção dos proprietários e inquilinos

Especialista em direito patrimonial e imobiliário, recomenda medidas negociais para que as partes envolvidas viabilizem a locação

Está mais caro para alugar um novo imóvel. É o que aponta índice FipeZap+, segundo o qual o preço médio do aluguel de residências teve alta de 17,18% nos últimos 12 meses nas cidades pesquisadas. Isso significa que o preço do metro quadrado para locação aumentou três vezes mais que a inflação oficial (IPCA), que foi registrada em 4,65%. Especialista em direito patrimonial e imobiliário, o advogado Jossan Batistute, sócio do Escritório Batistute Advogados, recomenda medidas negociais para que as partes envolvidas viabilizem a locação, evitando imóveis vazios e grande estoque nas imobiliárias.

“Esse é o maior aumento desde dezembro de 2011 e a grande variação pode ser explicada em função da acomodação de mercado no pós-pandemia. Muitos proprietários de imóveis seguraram os reajustes naquele período mais crítico, mas os preços ficaram pressionados pela valorização imobiliária ocorrida nos últimos três anos, resultando nesse aumento”, afirma Batistute.

De acordo com Jossan Batistute, os candidatos a inquilinos têm margem para negociação já que há muitos imóveis disponíveis. Por outro lado, há dificuldades em função dos salários não terem acompanhado a alta da inflação real diante da valorização imobiliária. “O proprietário precisa ser estratégico para viabilizar as locações, como dar descontos nos primeiros meses ou, então, absorver custos de IPTU em determinado período da locação. Com isso, evita-se custos exclusivos ao proprietário com condomínio e IPTU sem que o bem esteja dando rendimento mensal. Uma vez alugado, isso tudo pode ser assumido pelo inquilino.”

Em todo o caso, o advogado especialista em direito imobiliário faz a diferenciação entre o preço médio do aluguel anunciado com o reajuste real. “Não há que se confundir o índice de reajuste de alugueis em vigor, em regra, o IGP-M/FGV, com o preço médio dos alugueis numa nova locação. O índice FipeZap+ aponta esta última situação, enquanto o IGP-M aponta para o reajuste de alugueis após os primeiros doze meses de locação.” De acordo com Batistute, o índice acumulado do IGP-M de abril de 2022 a março de 2023 apresenta uma variação de apenas 0,1224%.

Em todos os casos, Jossan Batistute orienta a uma boa negociação entre as partes, que tudo seja muito bem fundamentado e que haja previsão num contrato de aluguel bastante específico e detalhado. “Tudo deve ser registrado em contrato, com assinatura das partes e de testemunhas. Documentar a negociação, cumprir as formalidades de início e de fim de locação, como é o caso dos laudos de vistoria, dentre outras medidas, pode reduzir muito as chances de muitas dores de cabeça às partes, minimizando os impactos negativos de uma relação contratual turbulenta”, observa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *