Falta de recursos financeiros é o maior desafio para que mulheres empreendam

Falta de recursos financeiros é o maior desafio para que mulheres empreendam

Em um ano em que o número de mulheres donas de negócios bate recorde no Brasil, a Teads, plataforma global de mídia, realizou uma pesquisa com 3.500 entrevistadas nos países Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Peru, que consistiu em apresentar os anseios e dificuldades no momento de investir em um empreendimento próprio. Uma em cada duas mulheres na América Latina apontaram que liberdade profissional, aumento salarial e ser a sua própria chefe são os principais motivos que as levam a empreender – resultado semelhante ao encontrado no Brasil.

Em um recorte geracional, 51% das brasileiras da Geração X e Y empreenderiam em busca de maiores salários, enquanto 55% das Boomers e 53% das GenZ se sentem motivadas a administrarem melhor seu tempo sendo sua própria chefe.

Em contrapartida, 57% das respondentes afirmaram que recursos econômicos são o principal fator que as impedem de abrir uma empresa, 42% assumiram ter receio de o negócio fracassar e 32% declararam que outra dificuldade enfrentada é a divulgação da sua empresa, serviços e produtos. Se chegassem a empreender, três em cada quatro das entrevistadas usariam a publicidade digital como método para divulgar seus negócios.

Carreira

Falando sobre carreira, apenas 21% das entrevistadas acreditam que faltam oportunidades de emprego. Ainda assim, quase metade delas afirma que a principal limitação para o desenvolvimento profissional da mulher é a discriminação de gênero (43%) e, para uma em cada três, a desigualdade salarial e a maternidade são fatores que dificultam seu progresso no mercado de trabalho. Isso se reflete na baixa ocupação feminina em cargos de gestão: apesar de representarem cerca de metade da população, as mulheres ocupam apenas 37,4% das posições corporativas de liderança, segundo a pesquisa “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada pelo IBGE.

O empreendedorismo é um setor que vem crescendo no país de forma geral e a presença feminina nesse modelo de trabalho vêm tendo grande destaque – atualmente são 10,3 milhões de mulheres donas do seu próprio empreendimento, sendo que 1,3 milhão dessas profissionais geram empregos, de acordo com o estudo Empreendedorismo Feminino no Brasil realizado pelo Sebrae em 2022. Trata-se do nível recorde de uma série histórica iniciada no terceiro trimestre de 2016. O Sebrae indica ainda que 53% das donas de negócios estão inseridas no setor de serviços, seguido pelo comércio (27%) e indústria (13%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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