Itaú e Bradesco lideram ranking entre clientes negativados

Itaú e Bradesco lideram ranking entre clientes negativados

Levantamento mostrou que para 43% dos consumidores, o principal impacto em ter o nome sujo é não ter acesso a cartões de crédito

Fique de olho no bolso: de acordo com o Serasa Experian, a quantidade de inadimplentes atingiu o recorde de 70,9 milhões no mês de janeiro deste ano. Pensando nisso a SoluCX, empresa de pesquisa de satisfação e NPS (Net Promoter Score), realizou uma pesquisa para entender o perfil dos consumidores negativados e revelar os principais hábitos de consumo desse grupo.

Quando questionados sobre com quais empresas os consumidores tiveram a dívida que resultou na negativação, os bancos lideram a lista: Itaú e Bradesco foram os mais citados, com 10% e 8,6%, respectivamente. Banco do Brasil, Santander, Banco Pan e Caixa completam as menções às instituições financeiras no ranking. Além disso, empresas como Claro, Vivo, Casas Bahia e Marisa também foram citadas.

Hábitos de consumo

Segundo o levantamento, 56,4% dos clientes negativados utilizam compras à vista (pix, débito, boleto ou dinheiro) como principal forma de pagamento. Os dados mostram ainda que para 43% dos consumidores, não possuir mais acesso a cartões de crédito é o principal impacto no uso de serviços financeiros.

Outro ponto revelado na pesquisa mostra que 48,5% deles realizam principalmente compras online, utilizando métodos de pagamentos à vista (pix, boleto, dinheiro, etc), e somente 7,4% utilizam crediário de lojas físicas.

A opção de crediário, porém, parece ser importante para esse grupo, uma vez que 61,1% dos consumidores com “nome sujo”, consideram a possibilidade de abrir crediários em lojas um fator decisivo na hora de comprar algum produto.

Apesar das dificuldades encontradas, 83,8% dos consumidores negativados afirmam que voltariam a comprar os produtos ou utilizar serviços da empresa que os negativou.

Impacto na economia

A pesquisa também revelou os impactos causados pela negativação dos clientes. 69% dos negativados afirmam ter algum tipo de dificuldade para realizar compras ou utilizar serviços. 65% vão além, e afirmam que reduziram a frequência e/ou o valor de suas compras, e 72,1% já deixaram de realizar uma compra ou utilizar um serviço por estar com o nome sujo.

Perfil do consumidor

O estudo também conseguiu traçar um perfil de comportamento dos consumidores, e 60% alegaram ter o nome sujo pelo menos uma vez ao longo de suas vidas. Entre os endividados, dívidas com cartões de crédito são o principal motivador das dívidas, com 62% dos negativados afirmando que esse foi o motivo de sua inadimplência.

Quanto aos valores das dívidas, o estudo mostrou que 70,1% dos negativados possui dívidas de até 5 mil reais, além de revelar que o principal motivo que impede os endividados de quitarem suas dívidas é a falta de renda (58,9%), seguido de por acreditar que os juros das dívidas são abusivos (23,3%).

“Entender os impactos e motivadores por trás da percepção dos consumidores é essencial para as empresas criarem experiências mais assertivas e fidelizar seus clientes”, explica Tiago Serrano, CEO da SoluCX,

Para realizar o levantamento, a SoluCX ouviu mais de 1338 consumidores em todo o Brasil entre os dias 23 de fevereiro a 1º de março. O levantamento pode ser baixado gratuitamente aqui: Comportamento de compra negativados 2023.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *