Bolsa sobe quase 3% e dólar encerra semana abaixo de R$ 5

No acumulado da semana Ibovespa valoriza 0,69%, enquanto dólar cai 0,88%
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou a sexta-feira (5) em alta de 2,91%, aos 105.148,48 pontos. Na semana, o índice subiu 0,69%. Já o dólar comercial caiu 0,99% e encerrou cotado a R$ 4,944. A perda na semana foi de 0,88%.
A alta da bolsa brasileira acompanhou as bolsas dos Estados Unidos, que estão em alta em meio à recuperação das ações ligadas a bancos regionais. O mercado reage aos impactos dos dados do payroll americano, divulgados pelo Departamento do Trabalho, que indicaram uma taxa de desemprego de 3,4% em abril.
O ministro André Mendonça, do STF, voltou atrás e decidiu revogar a suspensão que havia imposto a um julgamento no Superior Tribunal de Justiça que pode render R$ 90 bilhões ao governo. A decisão favorece o governo é crucial para o sucesso do novo arcabouço fiscal. Afinal, para gastar mais, o governo tem que ter de onde tirar a grana, destaca Luiz Felipe Bazzo, CEO do tranferbank, fintech de transferências internacionais.
Para a próxima semana, o Ibovespa e o câmbio devem operar positivos, apoiados pelo clima global de menor aversão a risco e pela continuidade da queda das taxas de juros locais, avalia Bazzo.
Dólar
No exterior continuam os temores sobre a saúde das instituições financeiras dos Estados Unidos. Nessa semana, o comunicado do Federal Reserve deu a entender que o órgão está pronto para um cessar-fogo com seus aumentos nas taxas de combate à inflação.
Esta semana o dólar caiu, cotado abaixo dos R$5,00. Para o CEO do tranferbank, apesar de estar em sintonia com o exterior, a queda não se justifica, considerando o cenário de manutenção de juros elevados no Brasil por mais tempo. Esse diferencial pesa a favor do real.
“Temos uma taxa de juros alta que impede o desenvolvimento da economia. Isso gera o que chamamos de estagflação. E esse é o principal risco hoje nos EUA”, alerta o executivo.
No entanto, vale destacar os dados de março que foram revisados para baixo para mostrar criação de 165 mil empregos, em vez de 236 mil conforme relatado anteriormente. Essa forte revisão “compensou” o número muito maior que o esperado divulgado hoje. Isso ajuda a explicar o bom-humor dos mercados neste pregão, já que os dados revisados praticamente equiparam os números ao que havia de expectativa.
Ao que tudo indica, existe uma alta probabilidade de outro aumento de 0,25 ponto na taxa de depósito no próximo mês, prevê Luiz Felipe Bazzo..








