Demissão humanizada: como ser um líder que investe em valores e propósitos

Demissão humanizada: como ser um líder que investe em valores e propósitos

Alphabet, dona do Google, foi mais uma gigante de tecnologia a anunciar demissões em massa, com o corte de 12 mil funcionários. Antes disso, Microsoft, Amazon e Twitter – entre outras – fizeram o mesmo. Estima-se que quase 60 mil pessoas já foram afetadas por esses desligamentos no mundo todo. Nos processos de cortes, trabalhadores têm relatado uma falta de cuidado das companhias no anúncio das demissões, com muitos deles sabendo delas por e-mail, por meio de outros funcionários da companhia ou, até mesmo, pelos noticiários – uma demissão nada humanizada.

Os recentes cortes de funcionários em grandes empresas têm evidenciado um processo de demissão que, em muitos casos, é permeado por tecnologias e pouco se importa com a situação dos colaboradores que estão sendo desligados. O processo de desligamento já é, por si só, um momento nada fácil, pois envolve a segurança financeira e o plano de carreira dos profissionais que serão desligados. Além disso, a empresa também pode ser impactada negativamente por essa situação, seja pela má reputação que terá com ex-funcionários que foram demitidos ou pela queda de engajamento dos colaboradores que permanecem na empresa.

A gestora de carreira, consultora executiva de líderes e equipes, e CEO Madalena Feliciano explica que a demissão humanizada não é uma estratégia nova. Ela consiste em ações para tornar a demissão um momento menos traumático e mais digno para o profissional. Entre as estratégias está a ajuda com a recolocação no mercado, o que pode ser feito por meio de parcerias com empresas de recrutamento e seleção, por exemplo.

Nesse sentido, é fundamental que as empresas adotem práticas de demissão mais humanizadas e respeitosas. Mesmo que seja necessário tomar essa decisão, é possível promover um processo de desligamento que leve em conta o bem-estar dos colaboradores envolvidos.

“Outra prática importante é a promoção de uma comunicação empática e sensível durante o processo de demissão. É preciso que os colaboradores que estão sendo desligados se sintam ouvidos e respeitados em suas emoções e sentimentos, de forma a minimizar o impacto emocional dessa situação”, destaca Madalena Feliciano.

Além disso, a demissão humanizada também pode incluir a oferta de um pacote de benefícios e incentivos para auxiliar o profissional durante o período de transição, como o pagamento de salários e benefícios por um período determinado, a concessão de auxílio para capacitação profissional e a disponibilização de serviços de coaching e mentoria.

Madalena cita também, que outra estratégia considerável é a comunicação transparente por parte da empresa. É fundamental que os motivos da demissão sejam explicados de forma clara e objetiva, evitando-se qualquer tipo de constrangimento ou humilhação para o profissional.

A demissão humanizada também pode incluir a realização de reuniões de despedida, em que o profissional pode expressar seus sentimentos e opiniões em relação à empresa e ao seu trabalho. Essa é uma oportunidade para a empresa receber feedbacks e melhorar seus processos internos.

“É importante destacar que a demissão humanizada não é apenas uma questão ética e moral, mas também pode trazer benefícios para a empresa. Profissionais que se sentem respeitados e valorizados tendem a manter um bom relacionamento com a empresa, mesmo após sua saída, o que pode ser positivo em termos de imagem e reputação.” Finaliza Madalena Feliciano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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