Empresas têm a possibilidade de recuperar valores de pagamento indevido de INSS Patronal

Empresas têm a possibilidade de recuperar valores de pagamento indevido de INSS Patronal

Muitas empresas pagam mais tributos do que o legalmente devido. Isso pode acontecer por erros de cálculo ou por puro desconhecimento dos pormenores da legislação tributária. A folha de pagamento é um dos gastos mais relevantes para os empresários. Sobre ela pesam a incidência de tributos bastante onerosos, que podem chegar à carga de quase 30% sobre o valor pago à folha. No entanto, é possível reduzir estes encargos e recuperar os créditos tributários pagos indevidamente.

Isso é possível graças a uma medida administrativa chamada recuperação de créditos tributários, uma forma integralmente legalizada de reivindicar a devolução de tributos. A medida traz benefícios para empresas, que além de economizar em impostos, pode melhorar o fluxo de caixa a partir do pedido administrativo de restituição ou compensação junto à Receita Federal do Brasil (PER/DCOMP). Assim as empresas têm a oportunidade de reinvestir os créditos recuperados em ações como contratação de mais colaboradores, substituição de equipamentos defasados, compra de mais estoque, entre outras.

Para a aplicação da revisão tributária, há teses tributárias que no contexto jurídico são questionamentos ao entendimento do fisco ou à aplicação da legislação fiscal. Uma destas teses recai sobre o INSS Patronal, uma contribuição social cobrada às empresas para custear a seguridade social do país e garantir benefícios como previdência, saúde pública, entre outros.

“Esta tese tributária é baseada na identificação de rubricas pagas aos colaboradores que não tenham caráter remuneratório, já julgados pelos Tribunais Superiores como verbas indenizatórias e muitas vezes presentes na base de cálculo do referido Tributo, o INSS Patronal. A revisão permite à empresa excluir todas as rubricas que tenham caráter indenizatório da base de cálculo da contribuição previdenciária patronal, com alíquota de 20%, e também de RAT – Risco Ambiental do Trabalho e contribuição para terceiros, alíquotas que podem chegar a 6% e 5,8% respectivamente”, explica João Victor Kolitski, CEO da Tributo Justo, uma das maiores empresas de recuperação tributária do país.

O processo de recuperação tributária permite uma revisão apurada dos tributos pagos pela empresa com o intuito de encontrar incoerências nos pagamentos que permitam a recuperação de créditos. Empresas enquadradas nos regimes tributários do Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional Anexo IV podem ter direito a recuperar créditos tributários. 

Vale lembrar que além da contribuição sobre a folha de pagamento, o INSS possui também o sistema de recolhimento CPRB (Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta). Neste caso, o valor recolhido é determinado por um percentual sobre a receita bruta, que varia de acordo com o setor. No entanto, este é um sistema que também é suscetível de incongruências com a legislação.

Michel Carvalho, CGO e CMO da Tributo Justo, traz um exemplo: “vamos supor que uma empresa tenha uma folha de pagamento de R$ 1 milhão por mês. Sobre esse valor, de modo geral, temos a incidência de Contribuição Previdenciária Patronal, RAT e Contribuição para terceiros, mensalmente. O valor pago por uma empresa com essas características é de aproximadamente R$ 300 mil. Que 5% desse valor arrecado mensalmente aos cofres públicos sejam provenientes de incidência de verbas indenizatórias nas bases de calculo dessas contribuições, então estamos falando de aproximadamente R$ 15 mil pagos indevidamente. Isso tudo falando apenas de um único mês. Em muitos casos, a legislação prevê a oportunidade do contribuinte recuperar valores pagos indevidamente dos últimos 5 anos. No fim das contas, esses valores representam uma ótima oportunidade de redução de custos para o  futuro e possibilidade de gerar um fluxo de caixa expressivo para a empresa”, explica.

“É importante que o empresário faça uma consultoria sobre recuperação tributária. A Tributo Justo é referência nacional quando o assunto é um compliance sobre a folha de pagamento, e consegue identificar oportunidades para empresas recuperarem créditos em 48 horas, por meio de um software exclusivo, que permite fazer este levantamento em um prazo mais rápido que o habitual”, completa.

Foto Mindandi-Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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