JBS tem prejuízo de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre

JBS tem prejuízo de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre

A JBS S.A. teve um prejuízo líquido de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre do ano, citando um cenário de altos custos de insumos e desequilíbrio entre oferta e demanda, segundo demonstrativo de resultados divulgado pela empresa na quinta-feira (11). No primeiro trimestre do ano passado, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 5,14 bilhões.

A receita líquida da JBS somou R$ 86,7 bilhões primeiro trimestre deste ano, queda de 4,6% na comparação anual, mas o segundo maior faturamento já registrado pela companhia num primeiro trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 78,6% para R$ 2,2 bilhões.

“Como apontamos no trimestre passado, esse período enfrentaria a alta de custos dos insumos, inflação persistente e o desequilíbrio entre oferta e demanda, além deste ser tradicionalmente um período mais fraco para a indústria global de proteínas”, disse o CEO Global da empresa, Gilberto Tomazoni, em comunicado de resultados.

A JBS Brasil, que reúne os negócios de bovinos no Brasil, teve queda de 14,9% na receita líquida para R$ 12,2 bilhões, impactada por menores volumes de venda e preços no mercado externo.

As vendas da JBS Brasil no mercado externo, em dólares, caíram 39%, influenciadas pela suspensão de um mês das exportações brasileiras de carne bovina para a China após identificação de um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina no estado do Pará.

A Seara teve um crescimento de 8,9% na receita líquida, na comparação anual, a R$ 10,3 bilhões. A companhia registrou alta de 7% nos volumes de venda e aumento de 2% nos preços médios.

“Na Seara, enfrentamos desafios de queda de preço nas exportações, de alto custo de grãos e baixa produtividade na agropecuária, que impactaram custos e volume. Tomamos as medidas para reverter a produtividade no campo, e o custo de grãos já se mostra mais favorável”, disse Tomazoni.

A JBS USA Beef teve redução de 5,6% na receita líquida para R$ 27,4 bilhões, diante de preço elevado de gado e demanda mais fraca dos países asiáticos.

A JBS Australia teve queda de 2,3% na receita líquida para R$ 7,2 bilhões, em momento de menor demanda por carne bovina no mercado doméstico e patamar elevado de preço do gado.

A JBS USA Pork registrou receita líquida de R$ 9,4 bilhões, queda anual de 5,6%, diante de uma redução de preços no mercado doméstico norte-americano e elevados custos de grãos e mão de obra.

A receita líquida da Pilgrim’s Pride caiu 2,5% para R$ 21,6 bilhões, em um cenário adverso nos preços dos produtos para a utilização de matéria-prima nos Estados Unidos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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