Mercado do Atum movimenta R$ 8 bilhões na economia brasileira

Mercado do Atum movimenta R$ 8 bilhões na economia brasileira

Com média de US$7 milhões em quatro meses, Rio Grande do Norte é considerado um dos maiores exportadores de tunídeos do país

Em 2016, a Assembleia das Nações Unidas definiu o dia 2 de maio como Dia Mundial do Atum, com vista à conscientização do risco de extinção sob o qual estão algumas de suas espécies e com o fim de preservá-las.

O atum demonstra ser um produto de alta demanda, o que revela sua importância para a economia mundial: a ONU, em 2021, estimou que são mais de 7 mil toneladas do animal pescadas anualmente, o que movimenta US$10 bilhões no mesmo período e coloca o peixe entre os mais valiosos. No mesmo ano, o produto sofreu superávit de US$17 milhões. O mercado brasileiro, por sua vez, está entre seus principais consumidores.

Segundo dados do IPC Maps, o consumo de peixes aumentou no Brasil, entre 2021 e 2022, e atingiu 12,2%. Entre as espécies preferidas dos brasileiros está o atum, que representa 20% de toda a pesca marinha, além de 8% do total de frutos do mar comercializados, em escala global. (Dados do site National Today). O consumo do peixe se dá devido a praticidade, a segurança alimentar, a qualidade nutricional e a durabilidade. Além disso, sua comercialização garante empregos e incrementa a receita do governo. Em terras brasileiras, o peixe movimenta R$ 8 bilhões.

Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, destaca a importância desse produto no mercado nacional, mas afirma a necessidade de realizar a comercialização de forma consciente e sustentável. “O aumento do consumo de peixes, em especial do atum, no país é uma oportunidade para alavancar a produção local e ampliar as exportações, gerando empregos e incrementando a receita do governo. É importante, no entanto, garantir que a pesca seja feita de forma sustentável e responsável, para preservar a espécie e garantir sua disponibilidade para as gerações futuras.”, afirmou Pizzamiglio.

Não apenas no consumo o Brasil se destacou. O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que a exportação do produto sofreu um grande aumento, principalmente no Rio Grande do Norte, onde foram exportados, nos meses de janeiro a abril de 2022, cerca de 782 toneladas (em valores uma média de US$7 milhões) do produto. Conforme os dados concedidos pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) e do Centro Internacional de Negócios do Estado (CIN), esse aumento foi 30% maior se comparado a 2021, colocando o Estado entre os três maiores no ranking, atualmente, um dos maiores produtores de tunídeos no mundo, assim como, o maior exportador do produto no Brasil.

Em novembro de 2021, o mercado global de atum foi avaliado em US $40,7 bilhões, mas a estimativa é que até 2028 atinja um valor total de US $48,37 bilhões. Só em 2021 foram vendidos 5,8 milhões de toneladas do peixe, em todo o mundo, com a maior demanda de países asiáticos como China, Japão e Coréia do Sul houve também, um aumento na produção de atum rabilho, uma espécie considerada mais sustentável, segundo uma pesquisa realizada pela SkyQuest Technology Consulting Pvt. Ltd.

Referente ao problema da sobrepesca — dados da ONU apontam que 33,3% dos estoques de atum extrapolam o sustentabilidade biológica da pesca — o Brasil atua na Comissão Internacional de Conservação do Atum no Atlântico (ICCAT) sugerindo por intermédio de pesquisadores cotas de captura com o objetivo de controlar os estoques de atum e gerir melhor essa fonte de renda e alimentação.

Atum na mesa dos brasileiros

Quando falamos do consumo do atum na mesa dos brasileiros, o peixe está entre os mais consumidos, seja in natura ou processado. Parte da dieta de milhares de esportistas e praticantes de atividade física, o produto pode variar de preço em diversas capitais. Tanto in natura como enlatado, o atum é uma excelente fonte de proteína, rico em ômega-3, um aminoácido essencial que auxilia no funcionamento do cérebro e pode auxiliar o coração, pois pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol no sangue.

“Esse mercado movimenta bilhões em todo o mundo e é importante a atenção do impacto para a nossa balança comercial. Principalmente quando pensamos em exportações. Também é importante ressaltar que o produto com a consciência ambiental pode ser de grande relevância no mercado externo, abrindo a possibilidade para mais mercados, como o próprio mercado europeu”, conclui Pizzamiglio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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