Banco Central vê menores condições de crédito às empresas nacionais

Banco Central vê menores condições de crédito às empresas nacionais
Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília

“A concentração bancária diminui e as condições de crédito ficam cada vez mais apertadas”- é isso que o Banco Central “diz”. Em 2022, a concentração do mercado de crédito caiu, mas os cinco maiores bancos brasileiros – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander – ainda detém 81,4% do total.

“A concentração bancária é caracterizada pela predominância de poucos bancos no mercado, e está fortemente ligada ao quanto de crédito está disponível às empresas. Com menos opções disponíveis, as condições de crédito tornam-se mais restritivas, especialmente para pequenas e médias empresas”, comenta Luciano Bravo, CEO da Inteligência Comercial e Savel Capital Partners.

Embora a economia brasileira tenha dado indícios de uma ligeira melhora, o Presidente da República, Luis Inacio Lula da Silva tem “travado uma guerra” contra o BC: O chefe de Estado vem criticando a não alteração na Taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira, que está em em 13,75% ao ano no Brasil.

“Uma provável solução é o aporte de crédito internacional, que possui taxas de juros mais atrativas e condições flexíveis, estimulando a recuperação econômica e impulsionando o crescimento das empresas. Além disso, o acesso a novas fontes de financiamento contribuiria para diversificar as opções de crédito disponíveis no mercado, reduzindo a dependência das instituições financeiras locais”, diz Luciano.

Pouco falada, essa solução quase “milagrosa” pode contribuir para a resolução desses problemas com crédito. Com a entrada de recursos estrangeiros, as empresas em recuperação judicial teriam acesso a capital adicional, possibilitando a retomada de suas atividades e a superação da crise financeira.

“24% dos novos negócios abertos fecham as portas antes de completarem dois anos de existência e, ao final de quatro anos, esse percentual chega a 50%, são muitas empresas. Se ao menos metade pudesse utilizar o aporte de crédito internacional, o resultado não seria o mesmo”, finaliza o CEO da Inteligência Comercial.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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