Brasil bate recorde na exportação de ovos em 2023

Brasil bate recorde na exportação de ovos em 2023

Japão e Taiwan correspondem a mais de 70% dos embarques do produto brasileiro entre janeiro e maio

Muito tem se falado dos ovos neste ano de 2023, seja sobre a alta dos preços ou da escassez do produto no mercado interno. As exportações brasileiras de ovos somaram 11,950 mil toneladas entre janeiro e maio deste ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (27/6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 93,1% maior que o registrado nos primeiros cinco meses de 2022 (6,187 mil toneladas) e já supera todo o exportado no ano passado (9,474 mil toneladas).

De acordo com a ABPA, os principais destinos do ovo brasileiro foram Japão e Taiwan, que, juntos, respondem por mais de 70% do total embarcado nos cinco primeiros meses de 2023. De janeiro a maio, os japoneses importaram 4,980 mil toneladas. O volume do mesmo período em 2022 foi de 386 toneladas. Os taiwaneses compraram 3,594 mil toneladas. No ano passado, não houve exportações de ovos brasileiros para o país. O Japão conhecido por sua culinária diversificada e apreciação por alimentos de alta qualidade, importou uma quantidade significativa do produto.

Para Fábio Pizzamiglio, a exportação pode ser beneficiada pela alta do preço. “Com os preços dos ovos em alta durante os últimos meses, os produtores brasileiros podem se beneficiar das exportações para diversificar seus mercados e aumentar suas receitas. Os dados preliminares divulgados pela secretaria de comércio exterior mostram que há espaço para crescer nas exportações de ovos e ovoprodutos, e a Efficienza está pronta para ajudar os produtores a encontrar novos mercados e expandir seus negócios no comércio exterior”.

Faturamento dobrou

O faturamento dos exportadores totalizou US$ 29,670 milhões, mais que o dobro do registrado entre janeiro e maio do ano passado (US$ 11,164 milhões) e também superior ao contabilizado em todo o ano de 2022 (US$ 22,4 milhões).

Esse recorde de exportações reflete não apenas a demanda desses dois países, mas também a eficiência e qualidade da indústria de produção de ovos nos países exportadores. Produtores de ovos têm investido em práticas avançadas de criação, garantindo a segurança alimentar e a qualidade dos ovos.

Apenas no mês de maio, as exportações brasileiras de ovos totalizaram 4,346 mil toneladas, de acordo com a ABPA, quase seis vezes mais que as 628 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2022. Em receita, a alta foi de 429,4%, com US$ 10,069 milhões em maio deste ano. Em 2022, foram US$ 1,902 milhão no mês.

Sobre uma possível escassez e o clima frio em determinadas regiões,, a produção limitada devido à seca também complica a ampliação das vendas para o mercado externo. “Acredito que a prioridade será o abastecimento do mercado nacional e, como temos uma produção reduzida, mesmo que possamos pensar na exportação, a questão se torna complexa devido à falta de oferta”, completou Pizzamiglio.”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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