Cooperativismo financeiro facilita o acesso ao crédito e gera benefícios econômicos para cooperados

Cooperativismo financeiro facilita o acesso ao crédito e gera benefícios econômicos para cooperados

Relatório do BC destaca o aumento significativo da participação do cooperativismo financeiro na concessão de crédito

O Banco Central (BC) divulgou a edição mais recente do seu tradicional Relatório de Economia Bancária (REB), em que destaca a redução da concentração do mercado de crédito nos bancos brasileiros desde 2016. Um dos principais fatores desse movimento é o avanço do cooperativismo financeiro. O Sicoob, por exemplo, expandiu a carteira de crédito em 170% nos últimos cinco anos.

O volume de empréstimos da instituição vem crescendo exponencialmente. Em 2020, o Sicoob apresentava um saldo de R$ 84 bilhões em sua carteira de crédito, valor esse que saltou para R$ 140,1 bilhões ao final de 2022.

“Embora venha apresentando desempenho expressivo e consistente já há algum tempo, foi a partir da pandemia que o segmento assumiu uma posição de maior destaque na indústria financeira. Quando há alguma adversidade, as cooperativas costumam fazer-se mais presentes, ocupando espaços deixados por outros agentes, que se retraem diante das incertezas econômicas e riscos associados a esse cenário. A postura mais arrojada justifica-se pelo compromisso que essas entidades têm com o seu público, cujos indivíduos e empreendedores, como cooperados, são os donos do negócio cooperativo” destaca Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais do Sicoob.

Segundo o executivo, o resultado da atuação mais efetiva do cooperativismo financeiro, somado à presença de novos atores, vem contribuindo para a redução da concentração do crédito no âmbito do sistema financeiro nacional. O relatório do BC destaca uma maior diluição nos empréstimos sem consignação para pessoas físicas, em que o segmento cooperativista lidera o ranking entre todas as instituições financeiras. Outros dois públicos com grande protagonismo da solução cooperativista são os pequenos negócios e produtores rurais, em relação aos quais o cooperativismo financeiro é, respectivamente, o primeiro e o segundo maior provedor de recursos em todo o país.

Conforme o documento do BC, em 2017, mais de 78% do crédito brasileiro estava restrito a quatro bancos. Excluindo-se o crédito rural e imobiliário, que têm o amparo de uma parcela significativa de recursos direcionados, a concentração nesse grupo caiu para 50% atualmente

Cooperativas financeiras geraram R$ 131,2 bilhões em ganhos econômicos para os seus cooperados

De 2016 a 2021, segundo o REB, a soma dos benefícios econômicos gerados aos cooperados alcança R$ 131,2 bilhões. De acordo, ainda, com o BC, as cooperativas financeiras geram esses ganhos, pelo menos, de quatro maneiras diferentes:

  • Pela cobrança de taxas menores do que a média do mercado nas operações de crédito;
  • Pela oferta de maiores taxas na captação de depósito a prazo;
  • Pelo pagamento de juros sobre capital próprio (remuneração das quotas-partes, que é o capital detido pelo associado na cooperativa);
  • Pela distribuição de sobras (resultado líquido positivo apurado anualmente na operação das cooperativas).

Somente no Sicoob, os cooperados tiveram um ganho superior à de R$ 60 bilhões no período ao elegerem a instituição para realizar os seus negócios financeiros.

“Esse montante, adicionalmente aos benefícios nominados pelo BC – decorrentes de taxas de juros, da remuneração dos investimentos e do capital mais as sobras –, contempla a economia com tarifas de conta corrente, cobrança e transferências diversas; taxas de administração de consórcios; aluguel de maquininhas de cartões; anuidade de cartões; prêmios de seguros e de outros serviços prestados pelas cooperativas. As cooperativas, enfim, ao oferecerem soluções com preços mais atrativos, de forma isonômica, para os seus cooperados, promovem justiça financeira e contribuem para um sistema financeiro mais eficiente e inclusivo”, declara Ênio Meinen.

Expansão do atendimento físico

Atualmente com mais de 4,5 mil pontos de atendimento físico e mais de 7,5 milhões de cooperados, o Sicoob continua investindo na ampliação de sua rede, buscando estar sempre próximo do seu público e efetivamente integrado e comprometido com o local.

“Para além da repercussão econômica, o cooperativismo financeiro, como empreendedorismo de propósito e territorialmente engajado, gera expressivos benefícios sociais (BS) ao promover um conjunto de ações a bem da coletividade em geral. Daí a extensão de sua singularidade e a amplitude de sua relevância para os seus membros e respectivas comunidades”, finaliza o executivo.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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