Demanda por carga aérea continua fraca

Demanda por carga aérea continua fraca

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA – International Air Transport Association) divulgou os resultados dos mercados globais de transporte aéreo de carga de maio de 2023, que mostram condições de enfraquecimento do mercado.

  • A demanda global, medida em toneladas de carga por quilômetro (CTKs), caiu 5,2% em relação a maio de 2022 (-6,0% nas operações internacionais).
  • A capacidade, medida em toneladas de carga disponível por quilômetro (ACTK), aumentou 14,5% em relação a maio de 2022, principalmente devido ao aumento da capacidade de carga em voos de passageiros à medida que o transporte de passageiros continua se recuperando. A capacidade está agora 5,9% acima dos níveis de maio de 2019 (pré-pandemia).
  • Os principais fatores que influenciaram a demanda incluem:
  • O PMI, índice que mede a demanda por carga, de manufatura global apresentou contração anual de 1,4% em novos pedidos de exportação e queda de 5,2% ano a ano no PMI de produção. Isso sugere desaceleração da demanda da manufatura global.
  • O comércio global de mercadorias diminuiu 0,8% em abril devido a desafios macroeconômicos e restrições na cadeia de suprimentos. As condições comerciais pareciam favorecer a carga marítima, já que a demanda por transporte de contêineres contraiu 0,2%, enquanto a demanda por carga aérea enfraqueceu 6,3% em relação ao ano anterior.
  • O PMI de prazo de entrega dos fornecedores global aumentou para 54,5 em maio, acima do valor mínimo de 35 atingido em outubro de 2021, indicando prazos de entrega menores e alívio para as cadeias de suprimentos. No entanto, isso também é um sinal de enfraquecimento da demanda no comércio de produtos.

“As condições do transporte de carga aérea continuam desafiadoras, com queda de 5,2% na demanda e vários indicadores econômicos apontando para enfraquecimento. A segunda metade do ano, no entanto, deve trazer algumas melhorias. Com a inflação diminuindo em muitos mercados, esperamos que os aumentos das taxas do banco central sejam moderados. Isso deve ajudar a estimular a atividade econômica com impacto positivo na demanda por carga aérea”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Desempenho por região

As companhias aéreas da região Ásia-Pacífico relataram diminuição de 3,3% nos volumes de carga aérea em maio de 2023 em comparação com o mesmo mês de 2022. Isso representou queda no desempenho em relação a abril (-0,3%), principalmente devido à maior contração anual da demanda de carga aérea internacional de -3,5% em abril para -6,4% em maio. A capacidade disponível na região aumentou 38,3% em comparação com maio de 2022 com o aumento da capacidade de carga em voos de passageiros.

As transportadoras da América do Norte apresentaram o pior desempenho entre todas as regiões pelo terceiro mês consecutivo, com queda de 8,1% nos volumes de carga aérea em maio de 2023 em comparação com o mesmo mês de 2022. Esta foi uma pequena melhoria no desempenho em relação a abril (-12,4%). Em particular, as companhias aéreas da região registraram o terceiro mês de contrações de dois dígitos nos volumes transportados na rota comercial entre a América do Norte e a Europa (-10,3%). A capacidade aumentou 1,2% em relação a maio de 2022.

As transportadoras da Europa apresentaram queda de 6,7% nos volumes de carga em maio de 2023 em comparação com o mesmo mês de 2022. Isso representou melhoria no desempenho em relação a abril (-7,7%), em parte devido à menor contração anual de CTKs internacionais na rota comercial entre a Europa e o Oriente Médio, de -4,7% em abril para -2,9% em maio. A queda no tráfego de carga internacional entre os mercados da Europa também melhorou de -16,2% em abril para -7,8% em maio (dados com ajustes sazonais). A capacidade aumentou 5,6% em maio de 2023 em comparação com maio de 2022.

As transportadoras do Oriente Médio apresentaram queda de 3,1% nos volumes de carga em maio de 2023 versus maio de 2022. Esse resultado representou uma pequena melhoria em relação ao mês anterior (-6,7%). A capacidade aumentou 15,6% em comparação com maio de 2022.

As transportadoras da América Latina foram as únicas a apresentar desempenho positivo em maio de 2023, com aumento de 3,6% nos volumes de carga em comparação com maio de 2022. Este resultado representou melhoria no desempenho em relação a abril (-1,6%). A capacidade aumentou 14,7% em maio em relação ao mesmo mês de 2022.

As companhias aéreas da África apresentaram redução de 2,4% na demanda em relação a maio de 2022, representando queda no desempenho em comparação com o mês anterior (-0,9%). Vale ressaltar que o crescimento na rota comercial entre a África e a Ásia desacelerou significativamente em maio, de 18,5% em abril para 11,0%, possivelmente devido ao impacto do conflito no Sudão desde meados de abril. A capacidade em maio aumentou 9,2% em relação ao mesmo mês de 2022.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *