Nelogica lança mapa de fundos de investimento do Brasil

Nelogica lança mapa de fundos de investimento do Brasil

Estudo mostra que 15 Estados brasileiros não contam com nenhuma gestora de fundos e 96,1% dos CNPJs estão em concentrados em SP e RJ

Elaborado pela primeira vez pela plataforma de informações financeiras Comdinheiro/Nelogica, o Mapa dos Fundos no Brasil mostra que somente 12 estados brasileiros, além do Distrito Federal (DF), sediam ao menos um fundo de investimento no País. Ficam no limbo deste mapa financeiro, portanto, os outros 15 estados, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do País.

Maior centro financeiro do Brasil, o Estado de São Paulo, e especialmente sua capital, é o endereço de 19,3 mil fundos de investimento registrados no Brasil, o que equivale a 78,3% de um total de aproximadamente 25 mil nacionais. Na segunda posição, mas com longa distância, está o Rio de Janeiro, que sedia 4,4 mil fundos, ou 17,8% do total. Assim, o eixo São Paulo-Rio concentra 96,1% das sedes dos fundos brasileiros, já que cada fundo tem seu CNPJ próprio.

Segundo Filipe Ferreira, diretor da Nelogica para Comdinheiro, ainda que não ter fundos de investimentos no Estado não tenha interferência econômica em termos de tributação para os mesmos, porque esse recurso é captado a partir da cidade em que está o CPF ou CNPJ do cotista, o mapa mostra que pode haver perda de oportunidades regionais no desenvolvimento de produtos alinhados ao perfil local.

“O Mato Grosso é um bom exemplo. É um Estado onde há uma grande concentração agropecuarista e de riqueza, mas que não conta com sequer uma gestora fisicamente por lá. Esse descompasso pode abrir uma lacuna relevante quanto à adequação dos produtos a esse grupo de investidores”, analisa o executivo da Nelogica.

Apesar de estar na terceira posição do ranking de maior número de fundos registrados com 323 CNPJs, o Rio Grande do Sul representa apenas 1,3% do total, e, depois do quarto colocado, Minas Gerais, com 246, nenhum dos outros estados contribuem com 1% ou mais de participação. Os patrimônios gaúcho e mineiro, porém, revelam percentualmente um desempenho menor no primeiro semestre do ano, em comparação com o número de fundos – contribuindo, nacionalmente, com 1,95% e 1,88%, respectivamente, sobre o total.

RJ se destaca em patrimônio

Apesar de ter apenas 17% dos fundos sediados em seu território, a participação do Rio de Janeiro é praticamente o dobro quando considerado o patrimônio gerido. O estado tem quase R$ 2,2 trilhões sob gestão, representando 34% dos recursos investidos no país. O primeiro lugar nesta categoria continua sendo São Paulo, que responde por 61% dos recursos, num total de R$ 3,9 trilhões. SP também lidera em número de cotistas, com 61,3% do total nacional (3,1 milhões) e de gestoras (597), representando 67,4%. Já o RJ possui 1,1 milhão de cotistas (22,6%) e 181 gestoras (20,4%).

RS foi estado que mais captou

Se considerada a captação líquida do semestre, a gangorra dos fundos se inverte, de certa forma, com o ranking o Rio Grande do Sul no topo, com um saldo positivo de R$ 7,9 bilhões, seguido por Distrito Federal (R$ 2,1 bi) e Ceará (R$ 1,8 bi), curiosamente, estado com apenas 36 fundos (participação de apenas 0,15% do total). São Paulo, também no semestre, registrou captação negativa de R$ 90 bilhões, ou seja, com mais resgates do que aportes, assim como o Rio de Janeiro, com R$ 62,3 bilhões em saques a mais do que aportes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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