Estudo mapeia comércio de contas correntes digitais “laranja” utilizadas por estelionatários

Estudo mapeia comércio de contas correntes digitais “laranja” utilizadas por estelionatários

Contas laranjas são criadas para encobrir a identidade real dos contraventores com informações bancárias de pessoas reais

A Tempest, empresa líder em cibersegurança no Brasil, lançou o estudo “Contas Laranja: o elo final da lavagem de dinheiro do cibercrime no Brasil”, que investiga o funcionamento dos golpes financeiros feitos por meio de contas digitais “laranjas” utilizadas por estelionatários.

No estudo investigativo, a Tempest traz um panorama de como funciona o esquema de monetização de golpes financeiros, os tipos de “laranjas”, as negociações para o uso de contas correntes digitais, os riscos para instituições financeiras sem muito investimento em cibersegurança, entre outros fatores que colocam em risco milhões de brasileiros.

As contas laranjas são criadas para encobrir a identidade real dos contraventores com informações bancárias de pessoas reais, ou criadas com dados pessoais roubados ou obtidos por meio de vazamentos. O estudo mostra que existe um mercado de pessoas que alugam suas contas para terceiros para esse tipo de transação irregular.

Se levarmos em consideração que o número de estelionatos no Brasil aumentou 326% nos últimos cinco anos e os golpes eletrônicos 66% no último ano, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, falar sobre cibersegurança e entender o universo dessas fraudes é fundamental para combater a criminalidade e aumentar a segurança.

“Nesse cenário, o material produzido pela Tempest traz informações e explicações sobre técnicas utilizadas pelos fraudadores e que colaboram com a conscientização sobre os crimes digitais e ajudam empresas e pessoas a se protegerem”, comenta Ricardo Ulisses, head de Threat Intelligence da Tempest.

Uma dessas explicações está relacionada à criação de contas com CPF específico que utilizam os dados de um terceiro previamente selecionado pela pessoa que está contratando o serviço de abertura de conta digital de forma fraudulenta. Nesta modalidade, os “clientes” buscam por quem abra contas digitais em CPF e bancos específicos com intuito bem definido. Acredita-se que essas contas solicitadas sirvam para receber transferências oriundas de fundos, contas de investimentos, corretoras de criptomoedas e também empréstimos bancários que verificam se o CPF da conta de destino é o mesmo usado pela conta de origem.

O levantamento também revela que os contraventores alugam contas correntes digitais de terceiros para suas ações em troca de remuneração. As metodologias desses criminosos evoluem para burlar os mecanismos de controle das instituições financeiras. Na modalidade de “aluguel” de dados, também há procura pelo “empréstimo de rostos”. Para realizar esse esquema, é oferecida uma recompensa financeira para que pessoas interessadas realizem as avaliações biométricas feitas pelas instituições financeiras no ato da abertura de contas bancárias por meio digital .

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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