Governo Federal lança plano para tirar o Brasil do mapa da fome novamente

Governo Federal lança plano para tirar o Brasil do mapa da fome novamente

Decreto cria a estratégia nacional

Uma estratégia de mobilização e união nacional para garantir que cada habitante do país possa fazer pelo menos três refeições por dia, com alimentos em quantidade e qualidade adequados e a preços justos. Com esses objetivos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, assinaram o decreto que cria o Plano Brasil Sem Fome. A cerimônia foi realizada em Teresina, nesta quinta-feira (31).

“A fome não é vista pelos outros, ela não dói para fora, dói para dentro. Todo mundo sabe o sofrimento se uma mãe colocar uma criança para dormir com fome e ela acorda e não tem um pão e um copo de leite para tomar”, afirmou o presidente Lula, após relatar a situação de fome com a qual conviveu na infância e juventude.

Em 2022, a Rede de Pesquisadores em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional revelou que 33 milhões de pessoas viviam em condições de insegurança alimentar grave. O Brasil também voltou a ser incluído no mapa da fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No período de 2020 a 2022, 4,7% da população não tinha acesso a uma quantidade mínima de alimentos.

“Isso não deveria acontecer no Brasil, que é um país rico, com muita terra. O Brasil tem conhecimento científico, tecnológico, é o terceiro produtor de grãos do mundo, primeiro produtor de proteína animal. Então, qual a explicação para termos 33 milhões de pessoas passando fome? O problema não é falta de comida, de plantio, o problema é que o povo não tem dinheiro para ter acesso à comida”, definiu o mandatário brasileiro.

“É por isso que nós só vamos acabar com a fome, de verdade, quando a gente garantir que todo povo trabalhador tenha um emprego, e por ele tenha um salário: comprar o que quiser para comer”, completou o presidente Lula.

Diante do atual cenário, após 20 anos do lançamento do Programa Fome Zero, Lula voltou ao Piauí para anunciar um novo conjunto de ações com o objetivo de tirar novamente o Brasil do mapa da fome, como ocorreu em 2014. O Plano Brasil Sem Fome também visa reduzir anualmente a pobreza, além de diminuir para menos de 5% os lares em insegurança alimentar grave.

“Em fevereiro de 2003, o senhor veio ao Piauí, porque era o Piauí o estado mais pobre do Brasil e com a cidade mais pobre do país: Guaribas. Vendo o senhor aqui, eu volto no tempo”, recordou o ministro Wellington Dias, dirigindo-se ao presidente Lula.

O titular do MDS revelou que, há duas décadas, 18 dos 50 municípios brasileiros com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) eram do estado. Hoje, nenhuma cidade piauiense está entre as 50 mais pobres do país.

“Assumimos um compromisso ao lançar o Plano Brasil Sem Fome: vamos de novo tirar o Brasil do mapa da fome. Ano a ano, vamos acompanhar um conjunto de ações monitoradas para, novamente, reduzir a pobreza no Brasil”, prosseguiu o titular do MDS.

O Plano Brasil Sem Fome articula 80 ações e programas dos 24 ministérios que compõem a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), recriada neste ano. São 100 metas propostas, a partir de três eixos de atuação:

Acesso à renda, redução da pobreza e promoção da cidadania;

Segurança alimentar e nutricional: alimentação saudável, da produção ao consumo;

Mobilização para o combate à fome

Multissetorial

A fome é um problema que envolve diversos setores para ser superado, é transversal, porque envolve o combate às desigualdades de renda, territoriais, de gênero, cor/raça e origem social.

O público que as pesquisas indicam que mais passa fome são as mulheres negras, mulheres com crianças até dez anos chefes de família, pessoas em situação de insegurança hídrica, empregados informais, povos e comunidades tradicionais, população em situação de rua, assentados e agricultores familiares. Eles são prioridade nas ações do Brasil Sem Fome.

O plano reúne iniciativas bem-sucedidas, implantação de novas soluções e mobilização nacional da sociedade civil, entes federativos e três poderes da República. Uma medida já em curso e de sucesso é o novo Bolsa Família. O programa agora tem um valor mínimo per capita de R$ 142 e foco na primeira infância, com benefício extra de R$ 150 para quem tem até seis anos e de R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos. O Bolsa Família retirou da linha da pobreza, já em junho, 18,5 milhões de famílias.

Resultado da reestruturação que o MDS faz desde janeiro no Sistema Único de Assistência Social (Suas), investindo em ações de qualificação do Cadastro Único e na busca ativa, 1,6 milhão de pessoas que tinham direito ao Bolsa Família e não recebiam o benefício foram incluídas no programa.

Outra ação retomada é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que trouxe como novidade o atendimento às cozinhas solidárias. No evento desta quinta-feira, o MDS anunciou a compra de R$ 25 milhões para a compra de alimentos da agricultura familiar para abastecer os equipamentos da sociedade civil que atendem a quem mais precisa. Com esses recursos, serão apoiadas mais de mil cozinhas solidárias, em 25 estados e no Distrito Federal, que receberão mais de cinco milhões de quilos de alimentos.

Diminuir o desperdício de alimentos também é outra medida de combate à fome prevista no plano. E essa é uma ação que integra as centrais de abastecimento pelo país, bem como os bancos de alimentos.

“As Ceasas movimentam milhões de toneladas de alimentos todos os dias em todo o Brasil. Existe um desperdício daquilo que é produzido e, por outro lado, existem pessoas que ainda convivem com a insegurança alimentar. Esse é o momento de trabalhar junto com o Governo Federal, a iniciativa privada, as entidades, os governos locais, para combater esse mal da fome”, disse James Andrade, presidente da Nova Ceasa Piauí e membro da Abracen (Associação Brasileira das Centrais de Abastecimentos).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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