Mercado de trabalho se reinventa e conhecimento digital não é mais demanda apenas da área de TI

Mercado de trabalho se reinventa e conhecimento digital não é mais demanda apenas da área de TI

Empresas apostam em novas tecnologias e profissionais buscam alfabetização digital

Mais da metade das ocupações que existem hoje no Brasil podem desaparecer em duas décadas. Essa é a conclusão de pesquisadores vinculados à consultoria IDados e ao ISE Business School, que utilizaram como base um modelo da Universidade de Oxford e adaptaram os cálculos para a realidade do mercado de trabalho do Brasil. Eles calculam que 58,1% dos empregos no país podem desaparecer em cerca de vinte anos devido à automação, considerando as tecnologias já existentes. Em meio às mudanças que começam a acontecer na forma como conhecemos muitas profissões, a saída é apostar na requalificação dos trabalhadores e inserir a Inteligência Artificial nos processos.

Com a acelerada digitalização, estão na frente as empresas com profissionais que trabalham apoiados pelas constantes inovações tecnológicas. Mas, para as organizações que não nasceram digitais nem operam nesse setor, a dificuldade começa em encontrar os profissionais certos para compor a equipe. “Para se manterem atualizadas, as empresas precisam se reinventar e abrir espaço para a disrupção digital. Mas, antes de mais nada, o primeiro passo está em buscar por talentos com competências profissionais e habilidades comportamentais inatas, que conhecemos como hard soft skills“, destaca o diretor-executivo da TOTVS Curitiba, Márcio Viana.

Alfabetização digital

A demanda do mercado de trabalho por profissionais com conhecimento digital vem crescendo de forma consistente desde os anos 1980. A tecnologia deixou de ser algo específico de alguns poucos setores e, agora, os empregadores desejam um grau de conhecimento digital até para cargos não relacionados com áreas como Tecnologia da Informação (TI). “Cada nova ferramenta que é desenvolvida e implementada amplia as exigências de conhecimento dos profissionais”, explica Márcio Viana. “É uma corrida entre o conhecimento digital e a tecnologia, porque quanto mais a tecnologia avança, mais rapidamente precisamos atualizar nossos conhecimentos.”

As empresas esperam que os funcionários se adaptem rapidamente a qualquer tecnologia que é inserida na rotina de trabalho. Segundo Márcio Viana, a alfabetização digital é um pré-requisito para aqueles que querem alcançar o sucesso em uma sociedade em que a comunicação e o acesso à informação dependem cada vez mais das tecnologias. “O conceito engloba a ampla compreensão de uma série de ferramentas digitais que permitem que o profissional desempenhe suas funções, desde o uso de aplicativos em celulares até sistemas integrados de gestão empresarial”, conclui o diretor-executivo da TOTVS Curitiba.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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