Investimentos devem vir em segundo lugar quando se trata de finanças

Investimentos devem vir em segundo lugar quando se trata de finanças

É preciso educação financeira antes de pensar em aplicar o dinheiro

O interesse por investimentos costuma ser bem maior que pela educação financeira. Boa parte dos brasileiros quer saber como fazer o dinheiro crescer, muitas vezes de forma “milagrosa”, mas não deseja usar parte do seu tempo para aprender sobre as próprias finanças. Por que isso não costuma dar certo?

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello EF, empresa que abocanhou investidores no programa Shark Tank Brasil ao oferecer uma metodologia própria, não é incomum que as pessoas se sintam atraídas pelo mundo dos investimentos. “E de fato é um mundo fascinante, mas não é uma primeira etapa quando se trata de organizar as finanças. Primeiramente a pessoa deve aprender a entender suas receitas e despesas, inserir o consumo consciente em seu dia a dia, saber lidar com as aquisições por impulso, conseguir renda extra se for o caso e muito mais. Ou seja, são pontos básicos da educação financeira”, explica.

Para o especialista, o que acontece quando não se tem educação financeira e já se parte logo para os investimentos pode não ser tão positivo. “Já ouvi várias pessoas me perguntando onde deveriam investir, sendo que mal tinham resolvido as dívidas no cartão e no cheque especial. Não é difícil que mesmo pessoas no vermelho queiram investir o dinheiro sonhando com um retorno milagroso”, afirma.

Martello avalia que boa parte dessa situação é causada por orientações equivocadas vindas de influencers da área financeira. “Muitos vendem um mundo de sonhos em que é possível aplicar aqui e ali e multiplicar o dinheiro rapidamente. Dessa forma, mesmo quem está devedor acredita que, no lugar de resolver a situação financeira, deveria usar um dinheiro que não tem para aplicar em ações, criptomoedas, fundos mobiliários, etc. É preciso tomar muito cuidado com isso”.

Segundo o fundador da Martello EF, quem não tem educação financeira e entra no mundo dos investimentos sem uma base mínima de conhecimento corre o risco de se embolar ainda mais. “A pessoa não vai entender o que está fazendo, não vai ter feito um planejamento organizado, e pode perder um dinheiro que nem é dela com o sonho de multiplicar a quantia de uma hora para a outra”, adverte.

Para Martello, o ideal é seguir as etapas corretas, começando pelas bases da educação financeira até chegar nos investimentos. “Dessa forma, estamos falando em algo sustentável. E quem aprende a lidar bem com o dinheiro vai colher resultados satisfatórios porque é o que acontece. Neste caso, não estamos falando em milagres vendidos por aí, estamos falando de um ganho de consciência que naturalmente fará a pessoa prosperar”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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