Setor financeiro é o que mais investe em chatbots para bom relacionamento com clientes

Setor financeiro é o que mais investe em chatbots para bom relacionamento com clientes

Cooperativas de crédito têm apostado na IA para se aproximar dos usuários

O setor financeiro foi o que mais investiu em chatbots – softwares que conversam com pessoas por meio de inteligência artificial – em 2022, de acordo com o mais recente Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots. Ele foi responsável pelo maior número de robôs desenvolvidos para relacionamento com o cliente no ano passado, representando 23% das demandas. Ao todo, o Brasil possui 58 mil chatbots em atividade, que trocam 4,5 bilhões de mensagens por mês.

Esse investimento decorre do expressivo crescimento do setor financeiro, em específico nas cooperativas de crédito. A carteira delas cresceu 22,4% em 2022, somando R$ 383 bilhões em crédito, segundo dados do Banco Central – um crescimento maior que todo o sistema financeiro do país. Com isso em mente, uma das estratégias adotadas para manter o crescimento em alta e expandir resultados é apostar na relação com os cooperados e, consequentemente, nas soluções de relacionamento digital via aplicativos de mensagens.

“Estamos em um cenário de alta demanda de relacionamento digital. Isso é um resultado direto dos avanços tecnológicos e do crescimento dos bancos digitais e cooperativas. As instituições financeiras estão buscando atrair novos consumidores e melhores resultados nos índices de satisfação. Tudo isso pode ser alcançado diretamente pelas plataformas de conversação digital, como o WhatsApp Business Platform, por exemplo”, destaca Rafael Souza, CEO da Ubots, empresa especializada em relacionamento digital.

Visando suprir a grande demanda e o volume de mensagens geradas pelos usuários no app, os chatbots desenvolvidos para o WhatsApp tornaram-se fundamentais para as cooperativas e para diversos outros segmentos, porque reduzem custos operacionais e aumentam a satisfação dos cooperados com as resoluções de conflitos, com agilidade e atendimento personalizado. “Uma ferramenta de automação no WhatsApp pode ser valiosa para as cooperativas, pois facilita o contato com o cooperado, filtra demandas antes de passar para o gerente e concentra tudo em um só lugar”, continua Rafael Souza.

Mas, para um atendimento eficiente, é necessário que as cooperativas adotem estratégias que estão de acordo com o perfil dos cooperados. Mensagens genéricas e abrangentes podem ter o efeito contrário, afastando os usuários e quebrando o ciclo de satisfação. “O perfil do consumidor está mudando, e não é diferente entre os cooperados. Estar presente no digital não é mais um diferencial para as cooperativas de crédito, é essencial. Essa presença precisa ser verdadeira, entender as necessidades do público-alvo e trazer soluções de acordo com as expectativas. A ideia não é mais cumprir tabela, mas aproximar verdadeiramente os cooperados de seus gerentes”, conclui Rafael.

Crédito da Foto: Shutterstock

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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