Prevenir crimes financeiros é um desafio para 2024

Prevenir crimes financeiros é um desafio para 2024

69% das empresas globais preveem que o risco de crimes financeiros aumentará no próximo ano

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) firmaram nesta terça-feira acordo de cooperação técnica em ações votadas ao fortalecimento do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro. Além disso, o Relatório 2023 de Fraudes e Crimes Financeiros da Kroll mostrou que 69% das empresas globais preveem que o risco de crimes financeiros aumentará no próximo ano. Diante dessa realidade, as empresas sinalizaram que estão priorizando a tecnologia como meio de aprimorar seus processos de compliance e due diligence.

A lavagem de dinheiro apresenta um intrincado desafio de dados, pois é uma das atividades mais difíceis de detectar entre os crimes financeiros. Os custos para as instituições financeiras no mundo manter sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro aumentaram em mais de 25% nos últimos dois anos, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). De acordo com o órgão, “entre 2020 e 2022, esses custos aumentaram cerca de US$ 60 bilhões, ou mais de 25%, para aproximadamente US$ 274 bilhões”.

O BIS avalia que uma combinação de tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA), além de segurança digital e cooperação aprimorada entre instituições e fronteiras pode virar o jogo a favor do setor financeiro global. Dessa forma, soluções tecnológicas aumentam a segurança de instituições financeiras e previnem a ocorrência de crimes e fraudes.

Não só a legislação apenas se tornará mais exigente a partir de agora, como os reguladores se tornarão mais ativos ao aplicar essa legislação contra suspeitas de violações de PLD e de financiamento ao terrorismo. Não é de se surpreender, então, que, combinado com uma demanda significativa por pessoal qualificado, o custo da compliance esteja aumentando.

“As instituições financeiras não podem se dar ao luxo de adotar uma abordagem regional para a compliance. É preciso garantir que as nuances da legislação de cada país individualmente sejam compreendidas e implementadas. Os custos financeiros, legais, de reputação e estratégicos de não fazer isso são muito mais caros do que um orçamento de compliance”, afirma Thiago Barbosa, diretor executivo da LexisNexis | Nexis Solutions para a América Latina.

Segundo o executivo, “a implantação de ferramentas tecnológicas pode automatizar elementos da due diligence e revelar insights de grandes conjuntos de dados, o que não seria possível por meio de buscas manuais”. A LexisNexis é um provedor líder global de informações e análises jurídicas, regulatórias e de negócios que ajudam os clientes a tomar melhores decisões, aumentar a produtividade e atender melhor os clientes; e a divisão Nexis Solutions desenvolve produtos específicos que ajudam profissionais a tomar decisões estratégicas de negócio de forma sólida e eficiente.

“Essas ferramentas, juntamente com pessoas altamente qualificadas, provavelmente fornecem às organizações a maneira mais eficaz de reduzir o custo crescente de permanecer em conformidade. Mas o desenvolvimento e a implementação de programas robustos de compliance para a Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) continuarão a ser o maior desafio enfrentado pelas empresas de serviços financeiros no futuro próximo”, completa Thiago.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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