Contas do começo do ano preocupam mais que cartão de crédito

Levantamento mostra que 16,5% das pessoas não vão conseguir pagar IPTU, IPVA e seguros
Dados divulgados pela fintech Koin, especializada em soluções de Buy Now, Pay Later (BNPL), apontam que mais da metade dos brasileiros (50,6%) estão preocupados com o pagamento de gastos sazonais como IPVA, IPTU e seguros neste começo de ano. O volume é quase o dobro da segunda maior preocupação das pessoas na chegada de 2024: 28% apontaram a fatura do cartão de crédito como a principal dor de cabeça financeira para o período. A terceira colocação no levantamento está com as despesas nas férias (16,4%).
O incômodo é mais perceptível quando o levantamento ressalta que 16,5% das pessoas assumiram que vão conseguir arcar apenas parcialmente com esses gastos (contra 63,6% que afirmaram que vão pagar tudo). Juana Angelin, COO da Koin, lembra que existem saídas para conseguir quitar todas estas dívidas e começar 2024 de forma mais leve e com planejamento para novos investimentos. “É preciso que as pessoas se planejem antecipadamente para essas cobranças que chegam todos os inícios de ano e se organizem para evitar sustos ou endividamento e justamente por isso, a educação financeira torna-se fundamental para o consumidor brasileiro ”, explica a executiva.
Segundo a pesquisa da Koin, 45,8% das pessoas entrevistadas pretendem parcelar as contas para reduzir os impactos, já que os gastos fixos como aluguel, parcelas de bens, energia elétrica e outros, continuam sendo cobrados. Outros 39,5% dos entrevistados vão pagar à vista. Já 10,8% vão usar reservas como poupanças e investimentos para quitá-las.
“É preciso se organizar para entender qual a melhor forma de pagamento para cada orçamento, pois nem sempre é possível pagar à vista, uma vez que pode descapitalizar o consumidor e fazê-lo entrar em dívidas. Em alguns casos, ao optar pelo parcelamento, ajuda a diluir o valor, aliviar as contas do período, que são mais pesadas, e até prever algum investimento para o futuro”, explica a executiva.
A pesquisa foi respondida por 743 pessoas em todas as regiões do país, em novembro, e tem margem de 95% de confiança.








