Atacado distribuidor ultrapassa R$ 400 bilhões de faturamento em 2023

Atacado distribuidor ultrapassa R$ 400 bilhões de faturamento em 2023

Setor cresceu mais de 10% em 2023

O atacadista distribuidor brasileiro fechou 2023 com faturamento de R$ 403,9 bilhões, a preço de varejo, o que representa crescimento nominal de 10,9% e real de 6,28% em relação ao ano anterior. Os dados são do Ranking Abad NielsenIQ 2024 – Ano base 2023, estudo realizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) em parceria com a consultoria NielsenIQ, divulgados na manhã desta terça-feira (14).

Outro ponto importante, segundo o estudo, é que esse faturamento representa aproximadamente 52,5% do mercado geral de consumo (que cresceu +9,7% e chegou a um total estimado em R$ 769 bilhões de acordo com avaliação da NielsenIQ), melhor marca desde 2019, cenário pré-pandemia quando o percentual atingiu 53%.

Todos os modelos de operação apresentaram desempenho positivo. Com crescimento de dois dígitos (+10,8%), o “distribuidor com entrega”, que representa 45,6% do faturamento reportado na pesquisa, ganha destaque. Na sequência observa-se tanto o “atacado generalista com entrega” quanto o “atacado generalista de autosserviço”, cujas representatividades estão respectivamente em 35,6% e 13,1%, com crescimento de +7,7%. Importante ressaltar que esses dados excluem o maior player, que é o Atacadão, para ser possível mensurar melhor o segmento.

“O ano de 2023 foi uma caminhada desafiadora que vencemos com resiliência e atitude. Conseguimos atingir nossa expectativa de crescimento, o que nos leva a perspectivas positivas para 2024, mesmo sabendo que novos desafios virão”, comenta Leonardo Miguel Severini, presidente da Abad.

A expectativa positiva também é refletida no estudo. Mais da metade das empresas respondentes esperam crescer em número de colaboradores, em volume, na base de clientes e no número de fornecedores durante 2024.

Para Domenico Filho, diretor de varejo da NielsenIQ, o mercado de consumo brasileiro apresenta-se melhor, mas é importante ressaltar que é movido por algumas variáveis básicas: desemprego e inflação, ambos em baixa; confiança tanto do empresário quanto do consumidor, ainda emitindo sinal amarelo; e taxa de juros. “Com a queda nas taxas de juros mantida, o mercado de trabalho apresenta melhoras. As famílias se endividaram bastante e temos, hoje, 40% delas inadimplentes, o que é preocupante, principalmente considerando que a maior parte do endividamento é com cartão de crédito”, destaca.

Canal Indireto

O Ranking ABAD NielsenIQ 2024 – Ano base 2023 aponta, também, a representatividade do canal indireto nos segmentos pesquisados do varejo e declara que ele responde por 40% do abastecimento dos grandes supermercados, 45% no ramo de farmacosméticos, 68% em supermercados pequenos, 85% dos bares e dos hotéis, restaurantes e cafeterias, e 95% do comércio tradicional de atendimento em balcão.

Nota-se, então, que quanto menor o estabelecimento, maior a importância do canal indireto para os negócios.

Representatividade do Ranking

O Ranking ABAD NielsenIQ analisa anualmente os resultados e a atuação dos agentes de distribuição de todo o país, com informações relevantes para orientar planos estratégicos e investimentos do canal indireto. Neste ano de 2024, o estudo conquistou aumento de 650 para 740 no número de respondentes, o que fortalece a representatividade numérica do atacado distribuidor, que chega a 55,2% de participação dentro do rol de produtos vendidos pelo varejo ao consumidor.

Com isso, a edição atual reúne um grupo de companhias que, juntas, faturam R$ 258 bilhões (R$ 179 bilhões sem considerar o maior player, o Atacadão), valor +11,5% maior do que o apurado no estudo anterior. O grupo de respondentes reúne: 246 mil funcionários administrativos, 27 mil vendedores diretos, 37 mil representantes comerciais autônomos, 19 mil frotas próprias e outras 25 mil terceirizadas.

“A Associação está tendo uma presença mais capilar, ganhando corpo na essência da distribuição, tanto que chegamos a 740 participantes e crescimento no mercado de consumo”, comenta Severini.

Entre as empresas participantes do estudo, há pulverização nas regiões, porém podemos destacar, com o maior número de respondentes, os estados de Rio de Janeiro (84), Alagoas (82), Santa Catarina (56), Paraná (53) e o Distrito Federal (44). Entretanto, a região Sudeste, com 16,8% das empresas respondentes, reporta 48,6% do faturamento, seguido da região Nordeste, com 38,7% das respondentes e 19% do faturamento total.

Outro ponto que vale a pena ser mencionado é que 50% do faturamento é apurado por 13 atacadistas e, extraindo os dados do Atacadão, temos 39 atacadistas respondendo por esse mesmo percentual.

Por fim, a maior parte das respondentes (40,3%) se declaram como “distribuidor com entrega”, modelo que indica acordo de exclusividade com a indústria. Em paralelo, 30,6% identificam seus negócios como “atacado generalista com entrega”; 17,2% como “atacado de balcão”; 7,2% como “atacado generalista de autosserviço”; e 4,7% como “agente de serviços”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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