Bolsa fecha pelo segundo pregão consecutivo em alta

Dólar comercial volta a cair e é cotado a R$ 5,62
Enquanto o Ibovespa fechou nesta quarta-feira (07) pelo segundo pregão seguido no azul, o dólar comercial apresentou a segunda queda consecutiva. O Ibovespa encerrou o dia com valorização de 0,99%, somando 127.513,88 pontos. Já o dólar foi negociado ao final do dia a R$ 5,62, redução de 0,55% em relação a terça-feira (06).
Dois dias após aos resultados caóticos verificados nos mercados globais, tudo parece estar se acomodando. Os juros futuros ficaram próximos da estabilidade.
O vice-presidente do Banco do Japão (BoJ), Shinichi Uchida, disse que o banco central do país não elevará os juros enquanto os mercados estiverem instáveis, minimizando a chance de um aumento de curto prazo nas taxas de empréstimos. “Como estamos observando uma forte volatilidade nos mercados financeiros nacionais e internacionais, é necessário manter os níveis monetários atuais por enquanto”, disse Uchida. Os comentários vieram na esteira dos sinais na semana passada de que poderia haver mais aumento nos juros, o que alguns operadores apontaram como causa de uma enorme reversão das operações de “carry trade” com o iene.
Por sua vez, executivos de grupos empresariais brasileiros indicaram que o avanço recente do dólar ante o real tem sido positivo para seus negócios. O CFO da Embraer, Antonio Carlos Garcia, afirmou que a companhia não está assustada com o câmbio no curto prazo. Ao contrário, o dólar mais alto favorece a fabricante de aeronaves, que têm boa parte dos clientes no exterior.
A vice-presidente e analista sênior da Moody’s, Samar Maziad, afirmou que o crescimento do PIB não será suficiente para o Brasil promover a consolidação fiscal, defendendo ações do governo também do lado das despesas.
Já a especialista em mercado de capitais e sócia da Matriz Capital, Jaqueline Kist, destaca que “do ponto de vista macro, a bolsa passa a ter mais atratividade pelas relações de preço e lucro”. Ela vê os preços ainda muito comprimidos, especialmente pela saída massiva do capital estrangeiro no ano, enquanto os resultados dos balanços continuam apresentando fundamentos sólidos, o que explica a ‘virada de mão’ do investidor estrangeiro nessas últimas semanas.








