Dólar e bolsa terminam a semana em queda

Dólar cai 0,45% e é cotado a R$ 5,709. Ibovespa fecha com baixa de 1,21%
A sexta-feira (02) foi marcada por altas e baixas no mercado cambial. Pela manhã, o dólar comercial se aproximou da casa de R$ 5,80, mas fechou em queda de 0,45%, sendo cotado a R$ 5,709 na compra e na venda., acompanhando o recuo no exterior, em meio à perspectiva de que o Federal Reserve, que é o banco central dos EUA, possa promover um corte maior de juros em setembro. Na semana, a moeda norte-americana valorizou 0,93% em relação ao real.
O Ibovespa fechou a sexta-feira com queda de 1,21%, aos 128.854,09 pontos, uma perda de 1.541 mil pontos, para encerrar a terceira semana seguida no vermelho, com menos 1,29%. Nos dois primeiros dias de agosto a queda do Ibovespa foi de 1,41%.
A projeção mais otimista se difundiu após a divulgação dos dados de emprego (payroll) dos Estados Unidos, que vieram bem abaixo das expectativas. Os números reforçaram as apostas de que o Fed, de fato, começará a cortar juros em setembro.
De acordo com Luiz Felipe Bazzo, CEO do transferbank, existe uma preocupação no mercado de que os juros americanos tenham ficado em um alto patamar por muito tempo e que isso traga recessão para a maior economia do mundo. Ainda segundo Bazzo, a alta do dólar verificada durante toda a semana é impulsionada por fatores internacionais, como o acirramento das tensões no Oriente Médio e a contração econômica nos EUA, aumentando a aversão ao risco e a busca por ativos seguros.
“Internamente, a manutenção da Selic em 10,50% pelo Copom sem sinalizações claras para o controle de gastos públicos e a pressão inflacionária também pesam sobre o câmbio. A desvalorização do real é acentuada pela falta de uma política fiscal sólida e as expectativas de juros altos”, destaca o CEO do transferbank.
Bolsa
As ações da B3 seguiram o movimento de queda das bolsas norte-americanas, com destaque negativo para os papéis da Embraer, Petrobras e Vale. A instabilidade externa, combinada com a manutenção das altas taxas de juros, continua a pressionar o mercado financeiro local, com impactos diretos sobre a inflação e o crescimento econômico.
A semana que vem seguirá agitada. Terça-feira (06) será um dia crucial para a Bolsa brasileira, quando o Banco Central divulgará a ata da reunião desta semana do Copom.








