80% das empresas esperam maior complexidade tributária em 2025

80% das empresas esperam maior complexidade tributária em 2025

Maior parte das empresas já sente os efeitos da reforma tributária e busca na tecnologia uma aliada para enfrentar o aumento da complexidade fiscal

O cenário fiscal brasileiro está passando por uma transformação significativa, com a implementação da reforma tributária pressionando as empresas a se anteciparem às novas exigências. De acordo com a pesquisa Guia de Gestão Tributária 2025 – A Visão do Contribuinte, realizada pelo Instituto de Gestão Empresarial de Tributos (IGET) em parceria com a Revizia, 80% das empresas esperam um aumento na complexidade tributária e desafios crescentes com a fiscalização após a reforma.

Segundo Heron Charneski, presidente e fundador do IGET e coordenador da pesquisa, a complexidade tributária surge hoje como o principal desafio tributário das empresas, à frente de itens como as frequentes mudanças na lei, a carência de profissionais especializados e a própria carga tributária elevada. Esse cenário tem levado as empresas a aumentarem, em média, 15% de seus orçamentos destinados à gestão tributária a cada ano.

Frente a esses desafios, a tecnologia surge como a principal solução. A digitalização da gestão fiscal e o uso de sistemas automatizados são tendência consolidada: 90,9% das empresas já adotam tecnologias para cálculos automáticos de tributos e monitoramento de obrigações acessórias. O levantamento ainda revela que 54,5% estão priorizando investimentos em sistemas tributários e que 45,5% ampliaram seus orçamentos para gestão fiscal em 11% a 25% nos últimos dois anos.

Novas ferramentas

Entre as novas obrigações que ganham destaque estão a DCTFWeb e a EFD-Reinf, ferramentas que deverão ter um avanço expressivo na utilização em 2025, com a adaptação ao novo modelo de tributação sobre o consumo. Para garantir conformidade, 65% das empresas planejam investir em consultorias especializadas, e 45% indicam dificuldades na adaptação às novas regras internacionais de preços de transferência, reforçando a necessidade de suporte técnico qualificado.

Para Alessandra Heloise, vice-presidente tributária da Revizia, o cenário atual exige uma mudança estrutural na forma como as empresas lidam com tributos. “A tendência é que apenas as organizações que investirem em tecnologia de automação, capacitação contínua e estratégias de compliance integradas consigam se manter competitivas”, afirma.

“A gestão tributária passa a ser uma função cada vez mais estratégica, exigindo inteligência para prever riscos, capturar benefícios fiscais e otimizar processos. Em um ambiente de fiscalização mais rigorosa e legislação mais dinâmica, a capacidade de resposta rápida, apoiada por soluções digitais robustas e assessoria técnica especializada, será decisiva para a sustentabilidade dos negócios”, ressalta Alessandra Heloise.

Outros estudos já corroboraram essa necessidade. Uma pesquisa conduzida em 2024 pela Confeb — iniciativa da Live University voltada à formação e atualização de profissionais das áreas fiscal e tributária — revelou que 70% das empresas pretendiam contratar novas plataformas tecnológicas, enquanto 61% já haviam estruturado treinamentos para adaptação à reforma.

“A tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser protagonista na gestão tributária. Sem ela, somada à capacitação adequada, simplesmente não haverá como atender às novas demandas da reforma e manter a operação fiscal segura e eficiente. Por isso, é natural que tantas empresas já estejam se antecipando”, ressalta Alex Leite, sócio diretor da Live University.

Com o aumento da complexidade fiscal, as empresas precisam estar cada vez mais atentas às mudanças e, inevitavelmente, investir em soluções tecnológicas robustas. A adaptação às novas exigências tributárias permite que as organizações se destaquem pela eficiência e agilidade, elementos essenciais para navegar com sucesso no cenário fiscal em constante transformação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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