Alterações no IOF afetam as empresas que precisam de crédito

Alterações no IOF afetam as empresas que precisam de crédito

Medida reforça a necessidade de um planejamento financeiro e patrimonial dos investidores

As recentes medidas anunciadas pelo Governo Federal para aumentar a arrecadação, diante de uma revisão para baixo das receitas esperadas para o ano e de aumento nas despesas, tiveram uma leitura ruim pelos agentes de mercado. A forma utilizada para buscar o equilíbrio fiscal teve impacto tanto no segmento de crédito das empresas, mas também em seguros para os investidores (VGBL) e no câmbio. Mesmo com uma surpresa positiva para o montante de contingenciamento e bloqueio no orçamento de 2025, a decepção veio com o aumento das alíquotas do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

A estrategista de Renda Variável e Empresas da InvestSmart XP, Mônica Araújo, explica que as mudanças nas alíquotas do IOF foram impostas para compensar um possível contingenciamento que poderia chegar na ordem de R$ 60 bilhões ou R$ 70 bilhões. “A medida foi mal-recebida pelo mercado, especialmente no que diz respeito ao IOF de câmbio, pois poderia representar o início de algum controle de capital. Antes mesmo de entrar em vigor, a medida do câmbio foi alterada. Já na parte do IOF de crédito há um aumento do custo para os empresários e, possivelmente, veremos uma revisão de programas de investimentos que já estão ou poderiam estar em curso”, alerta.

Mônica Araújo destaca que a demanda por crédito será reduzida e setores que dele dependem para alavancar suas atividades serão prejudicados.

“O IOF não é, em sua essência, um tributo de arrecadação. É, na realidade, uma ferramenta utilizada pela União para estimular ou desestimular comportamentos, ou seja, um imposto de regulação, que, tendo a sua finalidade desvirtuada, prejudica a confiança na política econômica. O evento reforça a necessidade de um planejamento financeiro e patrimonial dos investidores de forma a manter a relação risco e retorno adequada ao perfil e aos objetivos, inclusive avaliando diversificação regional diante das diversas opções de alocação internacional”, justifica.

Segundo a estrategista da InvestSmart XP, quando falamos em investimentos, falamos em riscos. “É imprescindível que o planejamento seja robusto e, neste sentido, a figura do assessor de investimentos se torna ainda mais importante, visto que ele pode orientar quanto aos ajustes a serem feitos de acordo com o perfil do investidor para que um patrimônio construído ao longo de toda uma vida continue se perpetuando. A percepção atual é de que diante do desequilíbrio fiscal outras medidas de arrecadação podem ser anunciadas, e com isso mais impacto para a carteira de investimentos podem ser observados”, conclui.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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