Falta de qualificação pode deixar 85 milhões de vagas em aberto até 2030

Falta de qualificação pode deixar 85 milhões de vagas em aberto até 2030

Setor de tecnologia lidera o número de oportunidades não preenchidas por escassez de talentos

O mercado de trabalho passa por transformações constantes, diante de fatores como avanços tecnológicos e mudanças geracionais. No entanto, a falta de qualificação em diversas áreas tem gerado preocupação entre as empresas e pode se agravar no futuro.

De acordo com dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), até 2030, cerca de 85 milhões de vagas poderão ficar em aberto apenas em cargos ligados à tecnologia.

Apesar disso, existem caminhos possíveis para que as empresas invistam na formação de talentos e aumentem as chances de sucesso nos processos de contratação.

Déficit de profissionais qualificados é crescente

Atualmente, o BLS estima uma escassez de pelo menos 40 milhões de profissionais qualificados na área de tecnologia.

Ao mesmo tempo, a projeção é de um crescimento de 13% no número de empregos na próxima década. Ou seja, o setor tecnológico segue aquecido, mas a capacitação dos profissionais não tem acompanhado esse ritmo.

Se esse cenário persistir, as empresas podem registrar perdas superiores a 8 bilhões de dólares. Além disso, quase 90% delas já enfrentam algum tipo de escassez de talentos ou devem lidar com isso em um futuro próximo.

Tecnologia está entre os setores mais afetados

trabalho para recrutar e selecionar profissionais da área de tecnologia se transformou em um enorme desafio. Além da falta de qualificação, especialistas destacam outros fatores que dificultam a escolha do candidato ideal:

  • Profissionais qualificados já estão empregados: grande parte dos talentos com perfil mais especializado está empregada. Por isso, as empresas precisam adotar novas estratégias para atrair esses profissionais e demonstrar que são uma boa oportunidade.

  • Problemas nas ofertas de vagas: muitas organizações não conseguem atrair candidatos devido a descrições genéricas ou pouco atrativas, então é fundamental que a cultura esteja alinhada com o que é prometido durante o recrutamento.

  • Foco excessivo em profissionais jovens: segundo o BLS, 75% dos funcionários de TI em 2025 serão millennials. Apesar de ser vantajoso investir em jovens talentos, é necessário manter o equilíbrio, já que profissionais experientes também são essenciais.

  • Avanço acelerado da tecnologia: o setor tecnológico evolui rapidamente, exigindo atualização constante. Diante disso, as empresas precisam acompanhar essas mudanças e investir em programas de capacitação interna para desenvolver seus próprios talentos.

Tech recruiter tem um papel estratégico

Nesse cenário, o tech recruiter se torna uma figura estratégica nas empresas de tecnologia. Ele é o profissional responsável por conduzir o processo seletivo para áreas técnicas e também por avaliar se os candidatos se alinham com a cultura organizacional.

Ao atuar em todas as etapas da contratação, o tech recruiter contribui para que a vaga seja preenchida por alguém que atenda às necessidades da empresa e tenha maior potencial de permanência e desenvolvimento dentro da organização.

Com a tendência de escassez de talentos se acentuando ano após ano, se preparar para enfrentar esse desafio será um diferencial. Empresas que investirem em qualificação e estratégias de recrutamento eficazes estarão mais bem posicionadas para manter resultados no futuro.

Crédito da foto: Unsplash

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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