Requalificação é prioridade para 90% dos brasileiros

Requalificação é prioridade para 90% dos brasileiros

Estudo revela preferências dos talentos e empresas mais atrativas para se trabalhar em 2025

Crescimento profissional, salário competitivo e um ambiente de trabalho agradável continuam sendo os principais fatores que definem as empresas mais atrativas para se trabalhar no Brasil, segundo a nova edição do estudo Randstad Employer Brand. Conduzida com mais de 4.200 pessoas no país, a pesquisa de 2025 revela que os profissionais buscam um equilíbrio entre recompensas financeiras, oportunidades reais de desenvolvimento e um ambiente de trabalho humano e justo.

Na sequência, aparecem equidade e gestão eficiente, reforçando que os talentos brasileiros valorizam mais do que boa remuneração: esperam reconhecimento, propósito e inclusão.

“Mais do que apenas benefícios ou salários altos, os profissionais hoje buscam propósito, oportunidades reais de desenvolvimento e um ambiente onde se sintam reconhecidos. O estudo mostra que atrair talentos exige compreender essas prioridades — e retê-los depende de um compromisso genuíno com escuta, valorização e evolução contínua”, afirma Diogo Forghieri, Diretor de Negócios da Randstad Professional e Randstad Enterprise.

A pesquisa também mostra que 69% dos profissionais brasileiros se sentem motivados atualmente e 63% afirmam estar mais engajados do que há um ano. A falta de reconhecimento é apontada como a segunda principal causa de desengajamento — e, quando presente, se torna um dos maiores fatores de motivação.

“Os profissionais esperam uma experiência de trabalho completa, que una segurança, perspectiva de crescimento e respeito à individualidade. Esses pilares são inegociáveis para quem deseja atrair e manter os melhores talentos hoje”, complementa Diogo.

Menos intenção de mudar, mas a requalificação segue essencial para 90% dos entrevistados

A intenção de mudar de emprego caiu 3% em relação a 2024. No entanto, o número de pessoas que de fato mudaram de emprego permaneceu estável, mostrando que mesmo com menor intenção, as movimentações continuam acontecendo, especialmente entre os jovens.

A geração Z, por exemplo, foi a que mais mudou de emprego no último ano (19%), enquanto os baby boomers apareceram com apenas 6%. O principal motivo é a falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, diferente das outras gerações que apontam a baixa remuneração como fator mais crítico para uma mudança.

Esse comportamento reforça a necessidade dos empregadores desenvolverem estratégias de retenção conectadas às demandas dos talentos, que buscam propósito, autonomia e bem-estar no ambiente de trabalho.

Ao mesmo tempo, a requalificação profissional segue sendo um dos pilares mais valorizados por 90% dos entrevistados. O desejo de desenvolvimento contínuo está fortemente presente, independentemente da idade.

Talentos estão motivados, mas ainda falta reconhecimento

A falta de reconhecimento e valorização é a segunda principal causa de desengajamento e, quando presente, se torna um dos maiores impulsionadores da motivação para escolher outro empregador. Ou seja, ouvir, reconhecer e valorizar continuam sendo estratégias essenciais de retenção.

“As movimentações no mercado seguem firmes, especialmente entre os mais jovens, que buscam equilíbrio, propósito e desenvolvimento. O dado mais claro é que a retenção hoje passa por ouvir, reconhecer e oferecer caminhos reais de crescimento. Requalificação e valorização não são extras, são expectativas básicas dos talentos”, afirma Diogo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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