Saúde mental: líderes são os mais estressados no trabalho

Saúde mental: líderes são os mais estressados no trabalho

57,3% dos profissionais de Administração em posição de liderança se sentem estressados em relação ao emprego

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que 12 bilhões de dias úteis são perdidos globalmente, todos os anos, por conta de depressão e ansiedade. Isso representa um impacto econômico de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.

Diante desse cenário preocupante, um recente levantamento do Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP buscou entender quais são os cargos mais afetados pelo esgotamento físico e emocional no ambiente corporativo. Segundo o estudo, os profissionais em posição de liderança foram os que mais disseram se sentir sempre ou frequentemente estressados em relação ao emprego (57,3% deles). Em seguida aparecem aqueles que têm funções operacionais, com 54,5% das respostas. Em contrapartida, os prestadores de serviços/autônomos foram os que mais afirmaram nunca ou quase nunca se sentirem estressados em relação ao trabalho (11,1%).

O estudo, que contou com a participação de 429 registrados no Conselho entre os dias 14 de abril e 5 de maio, também identificou que a carga excessiva de trabalho é o fator mais estressante para líderes, prestadores de serviços/autônomos e donos do próprio negócio. Já para aqueles que têm um cargo operacional, o ambiente tóxico foi o item apontado como o maior problema.

A falta de reconhecimento profissional também se destacou, sendo o segundo fator mais estressante apontado pelos profissionais operacionais e o terceiro mencionado pelos líderes. Para os prestadores de serviço/autônomos e donos do negócio, porém, essa opção aparece apenas na 6ª e na 7ª posição, respectivamente.

Prejuízos à saúde

O estudo do CRA-SP quis saber, também, se os respondentes achavam que o local de trabalho poderia impactar negativamente a saúde mental. Os profissionais que atuam em cargos operacionais (37,7% deles) foram os que mais afirmaram que isso de fato acontece. Por outro lado, os donos do próprio negócio foram os que mais declararam, com certeza, que o ambiente de trabalho não prejudica a saúde psicológica (43,1%).

Sintomas de estresse como insônia, ansiedade, irritação ou cansaço extremo também foram percebidos de formas diferentes entre os cargos. Os donos do próprio negócio foram os que mais afirmam nunca sentir isso (30,8%), enquanto os profissionais com cargos de liderança foram os que mais disseram ter isso sempre (17,5%).

Para o presidente do CRA-SP, Adm. Alberto Whitaker, é imprescindível que as organizações estejam de olho nessas percepções diferenciadas, para que possam estabelecer políticas que atendam a todos os colaboradores. “A saúde mental dos profissionais, além de impactar no bem-estar desses colaboradores, também causa enormes prejuízos econômicos às empresas. Por isso, é necessário entender melhor em quais cenários isso se dá de forma mais severa, para que os projetos e ações de enfrentamento desses casos sejam realmente eficazes”, defende.

O levantamento “Profissionais da Administração e a saúde mental” faz parte de um projeto institucional do CRA-SP que visa entender melhor a percepção dos seus registrados sobre temas em evidência na sociedade. Os resultados deste e de outros estudos estão disponíveis no site do Conselho.

Crédito da foto: AdobeStock

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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