Vellore Ventures quer triplicar número de startups no portfólio até 2027

Vellore Ventures quer triplicar número de startups no portfólio até 2027
Laufran Wosniak , diretor de inovação do Grupo Vellore.

Com foco em soluções aplicadas ao varejo de materiais de construção, braço do Grupo Vellore prevê encerrar 2025 com 15 startups investidas

A Vellore Ventures, braço de inovação do Grupo Vellore, tem planos ambiciosos para os próximos anos: triplicar o número de startups no portfólio até 2027. Lançada há três anos, a iniciativa atua com foco em soluções para o varejo de materiais de construção, um dos setores mais pulverizados e menos digitalizados do país.

O programa conta com parcerias estratégicas, como G8 Atacadistas e Grupo Tambasa, para escalar as startups que se inscrevem para a jornada. São três pilares principais de atuação: direcionamento em gestão, abertura de mercado e busca por investimento.

As empresas selecionadas recebem mil horas de consultoria ao longo do processo, com acompanhamento em quatro verticais: comercial, produto, escala e financeira. “Oferecemos, ainda, o ‘conselheiro as a service’, com pessoas do mercado que fazem parte do conselho estratégico. São nomes de peso, que contribuem com o crescimento das startups e se tornam acionistas da Vellore Ventures”, explica Laufran Wosniak, diretor de inovação do Grupo Vellore.

A expectativa é encerrar 2025 com 15 startups no portfólio. Seis novas já estão em fase de entrada no programa. “Nosso plano é atingir 30 startups em cinco anos. Já avaliamos mais de 800 iniciativas e seguimos focando em qualidade, não em quantidade”, afirma Wosniak.

Ecossistema com impacto real

Para participar do programa são avaliados critérios como alinhamento com o setor de construção, maturidade dos fundadores e aspectos de compliance e governança. “Essa análise é feita por especialistas do meu time, que entendem o que pode escalar e qual o direcionamento ideal para cada negócio dentro do nosso modelo”, reforça o executivo.

A Vellore Ventures surgiu com o objetivo de fomentar inovação no varejo de materiais de construção, segundo setor mais offline do país, atrás apenas da mineração. “Ainda é muito comum encontrar, principalmente nas lojas de bairro, o atendente que tira o pedido na folhinha de papel”, exemplifica Wosniak. “Então existe uma grande oportunidade para mudança, para que esse mercado continue em crescimento, mas um crescimento sustentável.”

Startups interessadas em participar do programa podem se inscrever diretamente pelo site da Vellore Ventures.

Panorama do varejo de matcon

O Brasil tem quase 160 mil lojas de material de construção, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgada em abril deste ano pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com dados referentes a 2023. Em relação a 2022, houve um crescimento de quase 4%, acompanhado pelo aumento nas vendas.

Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o setor é altamente pulverizado: 85% das lojas têm até cinco checkouts e menos de 10 funcionários. Cerca de 65% operam em espaços com menos de 300 metros quadrados, com atuação voltada para bairros e cidades de menor porte. Essa capilaridade é estratégica, já que 78% das vendas ocorrem em estabelecimentos próximos à residência do consumidor.

Apesar da força do setor, a digitalização ainda avança de forma desigual. Redes associadas e franquias adotam ferramentas como ERPs e marketplaces, enquanto os pequenos varejistas utilizam canais como o WhatsApp, sem automação estruturada.

O case Rekeep

A primeira Startup do portfólio da Vellore Ventures foi a Rekeep — hoje Grupo Rekeep — especializada na recuperação de crédito das maquininhas de cartão. Com tecnologia própria, a startup já ajudou lojistas a recuperarem cerca de R$ 52 milhões em valores cobrados com inconsistências.

“O caso do Grupo Rekeep é emblemático”, avalia Wosniak. “Ajudamos a abrir mercado e criar um novo produto, que é a antecipação de recebíveis. Hoje, um varejo cliente da Rekeep recebe antes o valor das vendas em cartão e paga o fornecedor — como o próprio Grupo Vellore, por exemplo — sem precisar recorrer a empréstimos com juros altos. Isso é bem inovador, especialmente no nosso setor.”

Para Vinicius Leonart, CEO do Grupo Rekeep, a Vellore foi decisiva para o avanço da empresa. “A Vellore Ventures foi fundamental para conectar nossa visão a um ecossistema que impulsiona inovação de verdade no varejo e nos posicionou de forma mais competitiva em novos mercados. Fazer parte disso significa estar em um ambiente que entende as dores do setor e oferece caminhos reais.”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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