Mercado financeiro já vive em dados

Mercado financeiro já vive em dados

Executivo aponta que mercado brasileiro precisa acelerar adaptação para aproveitar ganhos em eficiência e inovação

O mercado financeiro brasileiro vive um momento de transformação em que dados e inteligência artificial (IA) assumem papel central. A avaliação é de Tiago Simon Egídio, CEO da HT3. Segundo o executivo, a IA representa uma mudança estrutural na forma de lidar com informações.

“O mercado financeiro já vive em dados. A tecnologia já vive em dados. As empresas também já vivem em dados. Porém, a IA eliminou a necessidade de mediação humana na entrada e saída dessas informações. Com ela, podemos construir melhores processos, contratos inteligentes e uma coleta de dados mais eficiente. É só questão de tempo para o mercado se adaptar totalmente”, afirma.

Tiago Egídio pondera, no entanto, que a presença de profissionais especializados continua sendo essencial para garantir a correta interpretação e uso dessas ferramentas.

O CEO da HT3 também destacou o potencial dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) como fonte alternativa de financiamento para empresas e produtores rurais. Esse tipo de fundo é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pode oferecer condições mais atrativas em comparação ao crédito tradicional.

“O desconhecimento ainda é o principal entrave. Muitos empresários confundem FIDC com uma espécie de agiotagem institucionalizada, o que não corresponde à realidade. Trata-se de um instrumento legítimo, transparente e regulado, que pode ser crucial principalmente para o setor do agronegócio”, explica Tiago Egídio.

Fortalecer a confiança

Tiago Egídio defende maior esforço de conscientização sobre o funcionamento dos fundos e os mecanismos de mitigação de riscos. Para ele, a clareza regulatória e a governança fortalecem a confiança dos investidores e empresários. “Sou completamente a favor do compliance. As leis definem o que temos que demonstrar. A partir disso, conseguimos estruturar processos sólidos e, dentro dos limites, agir com criatividade”, enfatiza.

Apesar do crescimento do mercado de capitais, o executivo observa resistência por parte dos produtores rurais.

“Infelizmente, a bolha cognitiva de alguns é fortíssima. Muitos ainda acreditam que dinheiro só vem dos bancos, e desconhecem como acessar o mercado de capitais”, diz Tiago Egídio.

Para ele, a difusão de informações e a transparência regulatória são os caminhos para ampliar o acesso a novas fontes de financiamento e acelerar a modernização do setor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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