FIDCs se destacam como alternativa estratégica no cenário de juros altos

FIDCs se destacam como alternativa estratégica no cenário de juros altos

Investimentos saltam 28% em um ano, impulsionados por nova regulação, maior governança e diversificação entre investidores institucionais e individuais

Em um ambiente de juros elevados e maior busca por ativos estratégicos para diversificar o portfólio, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) despontam como uma alternativa bastante atraente. Dados da Anbima mostram que o patrimônio total aplicado nesses veículos saltou de R$ 572,3 bilhões, em setembro de 2024, para R$ 732,3 bilhões, no mesmo mês de 2025, um avanço de 28% em apenas um ano. O movimento ocorre simultaneamente à entrada em vigor de uma nova regulação para o segmento, a qual fortalece a governança, a padronização de informações e os requisitos de transparência, fomentando o apetite de investidores por FIDCs.

Esse crescimento aparece em paralelo à diversificação entre investidores institucionais e individuais. Por exemplo, o volume aplicado por EAPCs subiu de R$ 23,8 milhões para R$ 2,1 bilhões em um ano; as seguradoras ampliaram suas alocações, passando de R$ 370,9 bilhões para R$ 680,3 bilhões. No segmento individual, o varejo de alta renda aumentou sua participação, com investimentos que cresceram de R$ 11,7 bilhões para R$ 32,6 bilhões, sugerindo um interesse maior de investidores qualificados por instrumentos de crédito estruturado.

“O investidor tem buscado por ativos que protejam o patrimônio e que ofereçam rentabilidade atraente, e os FIDCs se encaixam nesse perfil. Esses produtos têm estruturas com garantias, critérios mais claros de elegibilidade de recebíveis e operações que, quando estruturadas por gestoras reconhecidas pelo mercado, contam com governança muito robusta. Essa combinação de fatores é traduzida em fundos com qualidade e segurança ao investidor”, afirma Cristiano Greve, sócio e head de estruturação da Integral Investimentos.

Greve acrescenta que, em um ambiente de juros acima de dois dígitos, a busca por instrumentos capazes de aliar retorno elevado, diversificação e garantias tende a se intensificar: “Os FIDCs ocupam exatamente esse espaço. Eles oferecem exposição a crédito com garantias e uma previsibilidade de fluxos que outros produtos não entregam. Por isso, vemos mais investidores, de variados perfis, incluindo esses fundos em suas carteiras”.

A expansão do mercado também se reflete no número de fundos. O total de FIDCs no Brasil avançou de 2.848 em setembro de 2024 para 3.711 em setembro de 2025, um crescimento de 30%. A abertura de novos fundos indica maior pulverização de estratégias, desde operações agrícolas e de energia até fintechs e carteiras pulverizadas de consumo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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