Fundo de pensão é uma boa opção para o 13º salário

Fundo de pensão é uma boa opção para o 13º salário

Recursos são uma oportunidade de organizar o futuro

Todos os anos, o décimo terceiro salário chega com a mesma pontualidade, mas raramente com o mesmo destino. Em 2025, serão R$ 369,4 bilhões em circulação, cerca de 2,9% do PIB, alcançando mais de 95 milhões de brasileiros. Para o comércio e os serviços, trata-se de um estímulo poderoso. Para o indivíduo, porém, ele representa algo maior: uma oportunidade anual de organizar o futuro.

No país que poupa pouco — o momento certo para virar o jogo

A taxa de poupança brasileira, ainda abaixo de 10% da renda, permanece entre as menores do mundo. Parte relevante dos recursos livres segue para o consumo imediato ou para o universo crescente das apostas. Por isso, o décimo terceiro, um dinheiro que chega “fora da rotina”, costuma ser o momento mais viável para iniciar uma reserva de longo prazo.

No Paraná, por exemplo, a injeção estimada é de R$ 23,1 bilhões, algo próximo de 3% do PIB estadual. Mas é no campo silencioso das finanças pessoais que pode ocorrer a mudança mais relevante: famílias destinando uma parte desse valor à construção de segurança futura, em vez de apenas aliviar urgências do presente.

Fundos de pensão: o pilar esquecido da poupança nacional

É nesse contexto que os fundos de pensão, como os administrados pela Fundação Sanepar (Fusan), hoje abertos a diferentes públicos como com o Viva Mais Previdência, ganham protagonismo. Em economias maduras, esses fundos foram decisivos para criar o hábito de poupança, transformando contribuições regulares em estabilidade financeira no longo prazo. No Brasil, o sistema de previdência complementar fechada administra cerca de R$ 3 trilhões e constitui uma das poucas âncoras consistentes de poupança de longo prazo do país.

Para muitos trabalhadores, direcionar parte do décimo terceiro a um plano previdenciário é mais do que uma decisão financeira: é a entrada em um sistema que disciplina, protege e acumula recursos ao longo de décadas. “O décimo terceiro é, para muitas pessoas, a porta de entrada para a previdência complementar. Ele permite começar sem comprometer o orçamento mensal e cria um hábito que pode acompanhar o participante por toda a vida”, afirma Rafael Stec, presidente da Fusan.

O que a Fusan oferece aos participantes

A Fusan se destaca por reunir características que favorecem a construção de uma aposentadoria mais segura. Entre os principais benefícios estão: Gestão profissional e sem fins lucrativos, com foco exclusivo no interesse dos participantes; Taxas de administração menores do que as praticadas no mercado aberto, o que amplia o retorno no longo prazo; Planos flexíveis, que permitem contribuições adicionais, inclusive com recursos do décimo terceiro salário; Governança sólida e transparência, com acompanhamento permanente dos investimentos; Benefícios fiscais, como a possibilidade de dedução das contribuições no Imposto de Renda, conforme a legislação vigente.

“A previdência complementar funciona melhor quando é pensada no longo prazo. Pequenas decisões repetidas ao longo do tempo, como aplicar parte do décimo terceiro, fazem uma diferença enorme no futuro do participante”, destaca Stec.

Educação financeira: a ponte entre o desejo e a prática

Ferramentas digitais, conteúdos acessíveis e programas de educação financeira ajudam o brasileiro a compreender que investir não é um gesto sofisticado, mas um hábito possível e recorrente. A decisão inicial costuma ser a mais difícil, e o décimo terceiro oferece a ocasião perfeita para tomá-la. Consumir segue importante, pagar dívidas é prudente. Mas a experiência internacional mostra que prosperam as sociedades capazes de equilibrar o imediato com a construção de margens de segurança.

Se, neste fim de ano, uma pequena parcela do décimo terceiro migrar para a poupança previdenciária, estaremos diante de algo maior do que um movimento econômico: uma mudança cultural. Poupança não faz barulho, não vira manchete. Mas é nesse silêncio, repetido ano após ano, que se constrói estabilidade individual e coletiva.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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