De origem paranaense, Rocha Terminais Portuários e Logística completa 162 anos

De origem paranaense, Rocha Terminais Portuários e Logística completa 162 anos

Empresa com atuação em portos de seis estados brasileiros, ajudou a moldar a logística brasileira

Criada em 1864, em Paranaguá (PR), quando o Brasil ainda estruturava suas primeiras rotas comerciais, a Rocha atravessou 162 anos acompanhando as transformações da logística portuária nacional e muitas vezes servindo de referência para as mudanças. Da navegação regional e do transporte de produtos básicos no século XIX à operação de rotas cada vez mais complexas e integradas no século XXI, a trajetória da empresa se mistura com a própria história do desenvolvimento portuário brasileiro.

A companhia nasceu como Rocha S.A. Indústria, Comércio e Navegação, atuando no transporte principalmente de madeira, erva-mate e fósforo, três mercadorias centrais para a economia da época. Um marco decisivo ocorre em 1922, quando a empresa passa a ser administrada pela família Cominese, iniciando um ciclo de continuidade administrativa que atravessaria gerações.

A evolução da logística brasileira, impulsionada pelo crescimento do comércio exterior e do agronegócio, encontra na Rocha uma empresa atenta às mudanças do mercado. Principalmente a partir dos anos 1960, a companhia amplia sua atuação e se consolida nos serviços de movimentação e armazenagem de granéis sólidos e líquidos, além de cargas industrializadas, produtos siderúrgicos, celulose, cargas gerais e de projeto, tanto na importação quanto na exportação.

Para o CEO da Rocha, Darlan de David, a longevidade da empresa está diretamente ligada à capacidade de evoluir sem romper com sua origem.

“A Rocha atravessou 162 anos porque sempre soube olhar para o futuro com responsabilidade. Investimos em infraestrutura, inovação e pessoas, mas mantendo os valores que nasceram aqui, em Paranaguá, em 1864. Crescemos junto com o Brasil e seguimos preparados para os próximos ciclos da logística nacional”, afirma o CEO da Rocha

M&As e expansão marcam atuação durante os anos 2000

A transformação ganha velocidade a partir dos anos 2000, especialmente na década de 2010, com um ciclo estruturado de aquisições e associações estratégicas. A empresa expande sua atuação em território nacional e passa a deter participações relevantes em ativos como Cattalini Terminais Marítimos, referência em granéis líquidos, FullPort, em São Francisco do Sul (SC), e COPI, no Porto de Itaqui (MA), além de consolidar operações próprias em diferentes regiões do país. Esse movimento posiciona a Rocha como uma holding de ativos operacionais, ampliando sua presença geográfica e fortalecendo soluções logísticas integradas.

Em Paranaguá, berço da empresa e principal porto importador de fertilizantes do Brasil, a Rocha opera uma das estruturas mais completas do setor, com armazéns alfandegados interligados por sistemas de esteiras, terminais de granéis de exportação altamente automatizados, acesso ferroviário e integração direta com o Corredor de Exportação. No segmento de granéis líquidos, a atuação por meio da Cattalini consolidou o maior terminal privado da América Latina, referência em escala, eficiência e segurança operacional.

Atualmente, a empresa está presente também em Curitiba (PR), com sua sede administrativa, em São Francisco do Sul (SC), Rio Grande (RS), Itaqui (MA) e Palmeirante (TO), conectando diferentes regiões produtoras aos mercados nacional e internacional.

Sempre conectada com os desafios do seu tempo e preparada para o futuro, a Rocha passa por um processo constante de melhorias dos processos, de investimento em inovação e crescimento. Em 2025, a empresa concluiu a ampliação das correias transportadoras em Paranaguá, elevando a produtividade dos armazéns alfandegados e a eficiência no acesso aos berços de descarga e embarque.

Em 2026 está previsto o início da operação no Porto de Santana, no Amapá, após leilão de arrendamento da área realizado em 2025. A chegada à região Norte do país inaugura uma nova etapa na história da companhia, ampliando sua atuação nacional e contribuindo com a consolidação do Arco Norte – um novo eixo logístico fundamental para a economia brasileira.

Passados 162 anos, a Rocha segue em movimento. Uma empresa que nasceu no século XIX, atravessou diferentes ciclos econômicos e tecnológicos e chega ao século XXI conectando passado, presente e futuro nos fluxos que sustentam a economia brasileira.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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