EUA x Venezuela: entenda os impactos para a Petrobras e o preço do petróleo no Brasil

EUA x Venezuela: entenda os impactos para a Petrobras e o preço do petróleo no Brasil

Embora difícil de prever, elevação de preços pode ser prevista em cenário de insegurança

As ações táticas conduzidas pelos Estados Unidos em Caracas e a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro mergulharam o país em um cenário de profunda instabilidade. Pouco depois da operação militar, o presidente Donald Trump declarou que os EUA assumiriam o comando da Venezuela até que fosse estabelecida uma ‘transição segura’, uma decisão que, ao que tudo indica, tem como pano de fundo o principal ativo estratégico do país: o petróleo.

Diante dos últimos acontecimentos, fica o questionamento: com a ação tática dos Estados Unidos na Venezuela, o Brasil poderá sentir reflexos no preço do petróleo e, consequentemente, nas operações e estratégias da Petrobras? Uma instabilidade regional desse porte tenderia a extrapolar fronteiras e atingir o mercado energético?

De acordo com Marcelo Godke, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, o preço do petróleo é sempre difícil de prever, mas, especificamente em relação aos acontecimentos dos últimos dias — a captura e prisão do presidente Nicolás Maduro pelo governo americano —, no curto prazo pode haver um movimento inicial de alta no preço do petróleo. “Isso ocorre principalmente porque esse tipo de evento gera insegurança, e a insegurança é um fator básico para a elevação do preço de qualquer produto ou de commodities”, explica.

Quando existe a expectativa de que a oferta possa cair ou de que, de alguma maneira, a quantidade disponível no mercado seja afetada, a tendência é de alta nos preços.

“No entanto, no médio e no longo prazos, o cenário me parece o oposto. Primeiro, houve uma declaração explícita do governo americano no sentido de que as atividades relacionadas ao petróleo dentro da Venezuela seriam normalizadas. A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, com um volume até superior ao da Arábia Saudita”, afirma o advogado.

Se essas atividades forem de fato normalizadas dentro do território venezuelano, isso significa que haverá mais petróleo disponível no mercado global, o que tende a pressionar os preços para baixo. “Portanto, esse fator pode ser bastante relevante para provocar uma queda no preço do petróleo”, conclui Godke.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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