MEIs começam 2026 mais estratégicos e focados em crescer

Melhoria em aspectos como fluxo de caixa e diversificação de serviços e produtos aparecem como pilares desse novo momento
Os microempreendedores individuais (MEIs) iniciaram 2026 com uma postura de maior planejamento para expandir seus negócios. Uma pesquisa do Sebrae mostra que 60% dos MEIs pretendem adotar novas estratégias durante o ano, sendo a fidelização de novos clientes e o aumento do faturamento os principais objetivos. Esse movimento de organização, revisão de rotas e busca por alternativas para melhorar a oferta de produtos e serviços pode representar resistência diante de um cenário econômico que ainda exige cautela. Isso porque, atualmente, os MEIs são os que apresentam a menor taxa de sobrevivência entre os pequenos negócios: cerca de 29% fecham as portas em até cinco anos, ainda segundo o Sebrae
“Observar que muitos MEIs passaram a focar mais em estratégias como aumento dos investimentos em divulgação, a diversificação de produtos e serviços e a busca por capacitação é um sinal positivo. Esse movimento é uma vitória, pois mostra que esses empreendedores estão pensando em inovação, algo fundamental para se manter competitivo no mercado”, avalia Kályta Caetano, contadora especialista em MEI da MaisMei.
Maior protagonismo
Ela lembra que 2025 foi um ano positivo para os microempreendedores e projeta que, ao longo de 2026, os pequenos negócios desempenharão um papel de maior protagonismo na economia brasileira. Ainda de acordo com o Sebrae, o País registrou, no ano passado, o recorde histórico de 4,6 milhões de novos microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte abertas.
Para superar esse crescimento e garantir a sustentabilidade do negócio ao MEI, a organização financeira aparece como um dos pilares desse novo momento. Controlar entradas e saídas, separar contas pessoais das empresariais e manter a contribuição mensal (DAS) em dia deixam de ser apenas obrigações e passam a fazer parte da estratégia de crescimento.
Segundo Kályta, muitos microempreendedores já perceberam que vender mais também exige gestão mais eficiente.
“Quando o MEI entende para onde o dinheiro está indo, ele consegue decidir melhor onde investir e, consequentemente, melhorar seus rendimentos de forma mais eficiente. Não adianta aumentar as vendas e continuar perdido nas finanças pois, no futuro, ele pode enfrentar problemas maiores”, explicaKályta.
Recentemente, a própria MaisMei, que auxilia a gestão de microempreendedores individuais por meio de um SuperApp, publicou um guia gratuito de organização financeira que aborda desde o entendimento do momento atual do negócio até os conceitos como lucro real e reserva financeira.







