Produção industrial avança em 8 dos 15 locais pesquisados em novembro

Produção industrial avança em 8 dos 15 locais pesquisados em novembro

Maiores avanços foram verificados pelas indústrias do Mato Grosso e Espírito Santo

A produção industrial apresentou taxas positivas em 8 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em novembro, na comparação com outubro, mas mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior. Os maiores avanços foram em Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%). Completam os resultados positivos Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Região Nordeste (0,1%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta quarta-feira (14).

Mato Grosso (7,2%) registrou o quarto resultado positivo seguido e avançou 16,9% nesse período. “O setor de produtos químicos se destaca como influência positiva no desempenho de crescimento da indústria mato-grossense nesse mês, o que lhe rendeu a taxa positiva mais intensa desde março de 2023, quando cresceu 8,2%”, destaca o analista da pesquisa, Bernardo Almeida. Já o Espírito Santo (4,4%) eliminou o recuo de 1,4% registrado em outubro de 2025. “A indústria capixaba foi impulsionada pelos setores de metalurgia e de indústrias extrativas nesse mês, garantindo o primeiro lugar em termos de influência positiva entre os demais resultados.”

Goiás (-6,4%) apontou o recuo mais elevado nesse mês e interrompeu quatro meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 11,3%. “Setores como o de derivados do petróleo e biocombustíveis e o de alimentos contribuíram para esse comportamento da indústria goiana. Esse resultado é o mais negativamente intenso para a indústria de Goiás desde novembro de 2019, quando atingiu queda de 8,6%”. analisou Bernardo. Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%), e Pará (-0,5%) também assinalaram resultados negativos em novembro de 2025.

Local de maior concentração industrial (aproximados 33%), São Paulo recuou 0,6% nesse mês, sob influência, principalmente, dos setores de indústrias extrativas e de derivados do petróleo e biocombustíveis. De acordo com Bernardo Almeida, essa é a terceira taxa negativa consecutiva para a indústria de SP, acumulando perda de 2,9%% nesse período. Com esse resultado, a indústria paulista encontra-se 2,8% abaixo do seu patamar pré-pandemia, estabelecido em fevereiro de 2020, e 23,8% abaixo do patamar de produção mais alto, alcançado em março de 2011.

Indústria recua em 9 dos 18 locais pesquisados na comparação com novembro de 2024

Na comparação com novembro de 2024, o setor industrial recuou 1,2% em novembro de 2025, com 9 dos 18 locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que novembro de 2025 (19 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (19).

Mato Grosso do Sul (-13,9%) e Pará (-11,6%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais acentuados nesse mês, pressionados, principalmente, pelo comportamento negativo observado nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro e de manganês – em bruto ou beneficiados), no segundo.

Ceará (-5,0%), São Paulo (-4,7%), Mato Grosso (-4,2%), Maranhão (-4,1%), Amazonas (-3,7%), Rio Grande do Norte (-2,3%), Paraná (-2,2%) e Santa Catarina (-1,4%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no índice mensal de novembro de 2025. Por outro lado, Espírito Santo (36,8%) assinalou avanço de dois dígitos e o mais elevado neste mês.

“Na comparação com novembro de 2024, a indústria capixaba foi a principal influência positiva, impulsionada, em grande parte, pela atividade de indústrias extrativas. Vale destacar que o resultado do Espírito Santo em novembro de 2025 foi influenciado, em grande medida, pela baixa base de comparação, uma vez que, em novembro de 2024, o setor produtivo local recuou 12,0%”, explica Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

Crédito da foto: Rodrigo Felix Leal

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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