Troca de emprego garantiu aumento salarial para 74% dos brasileiros

Troca de emprego garantiu aumento salarial para 74% dos brasileiros

Levantamento indica que a busca por melhores salários e transparência motiva profissionais a priorizarem a mobilidade externa em vez da permanência nas empresas

A ideia de que “fidelidade à empresa traz prosperidade” parece estar perdendo espaço para a estratégia da mobilidade no Brasil. De acordo com o Guia Salarial 2026, elaborado pela consultoria Robert Half, 74% dos profissionais brasileiros que mudaram de emprego recentemente conquistaram um aumento. O dado reforça que, em um cenário de alta competitividade, o movimento externo tem sido o caminho mais curto para a valorização financeira.

O levantamento, referência nacional em tendências de recrutamento e remuneração, aponta que o fenômeno reflete um mercado com escassez de especialistas. Para atrair talentos prontos e reduzir o déficit de competências, as empresas estão dispostas a oferecer pacotes agressivos, superiores aos reajustes anuais ou promoções internas tradicionais.

O peso financeiro sobre o modelo de trabalho Um dado suplementar da pesquisa evidencia o quanto o salário impacta a flexibilidade: 70% dos profissionais brasileiros estariam dispostos a abandonar o modelo remoto ou híbrido e retornar ao trabalho presencial em tempo integral caso recebessem uma proposta financeira mais alta. Desse grupo, 42% aceitariam o retorno ao escritório por um reajuste entre 10% e 20%, provando que o ganho imediato no bolso ainda supera a conveniência do teletrabalho para a maioria.

A mobilidade profissional hoje é vista como uma manobra financeira estratégica, indo além de uma simples mudança de ares. Vários fatores explicam por que o mercado premia quem decide mudar de crachá:

Déficit de Talentos: Áreas técnicas e de gestão estratégica sofrem com a falta de braços qualificados, elevando o valor do profissional.

Poder de Barganha: O momento da contratação representa o ápice da negociação do candidato, permitindo alinhar expectativas salariais difíceis de alcançar via dissídio.

Novas Prioridades: Além do salário nominal, a troca é motivada por benefícios que compõem a remuneração total.

Gestão de jornada e transparência: A profissionalização da relação trabalhista ganha relevância com a adoção de tecnologias de folha de ponto digital e controle de jornada rigoroso.

Para o talento que troca de emprego, a garantia de que as horas trabalhadas serão devidamente registradas e remuneradas ou compensadas tornou-se um diferencial competitivo. Empresas que investem em sistemas de registro precisos transmitem maior segurança e transparência. Esses fatores pesam na balança de quem busca uma estrutura mais organizada e justa em 2026.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *