Com o corte dos juros como ficam os investimentos?

Renda fixa continua atraente para os investidores
Na Segunda Super Quarta do ano, o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anunciaram suas decisões de política monetária em linha com as expectativas do mercado. No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por fixar a taxa Selic em 14,75% ao ano, decisão que reflete a inflação ainda acima da meta. As autoridades do Fed mantiveram, pela segunda reunião consecutiva, o intervalo da taxa referencial de juros entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira (18).
“A situação da guerra, a alta do petróleo e os índices de inflação têm causado certo incômodo. As apostas de corte de meio ponto (50 pontos-base) diminuíram bastante, e agora a maioria dos analistas já esperava a redução de corte de 0,25% na Selic, confirmada na reunião de hoje”, disse Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.
A dinâmica entre um Brasil com juros ainda elevados e um Fed operando com uma banda de juros mais baixa, mas com expectativas de ajustes ao longo do ano, tende a influenciar de forma significativa as decisões dos investidores e a volatilidade nos mercados de câmbio e de renda variável global, afirma Cunha.
Como fica para os investidores?
Na avaliação do CEO da iHUB Investimentos, a renda fixa segue atraente, com rendimentos ainda elevados, enquanto as ações podem apresentar ganhos, embora de forma mais moderada, já que os juros altos limitam o crescimento.
Para Cunha, o câmbio deve permanecer volátil, influenciado por fatores internos e externos, como conflitos geopolíticos e a alta do petróleo. “Em resumo, o corte de 0,25% na Selic é modesto e sinaliza cautela, exigindo do mercado atenção tanto ao cenário doméstico quanto ao internacional, conclui








