Inadimplência em condomínios cresce em 2025 e pode atingir 11% em 2026

Inadimplência em condomínios cresce em 2025 e pode atingir 11% em 2026

Alta do endividamento das famílias sustenta tendência de risco para o setor

A inadimplência na taxa de condomínio avançou de 9,83% para 11,66% na comparação entre os segundos semestres de 2024 e 2025 no país. Apesar de o indicador ter atingido 11,95% no primeiro semestre do ano passado, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2022, houve leve recuo na segunda metade de 2025, ainda assim mantendo o índice em nível elevado. A empresa considera inadimplente o cliente que atrasou o pagamento por mais de 30 dias.

Para o levantamento, é considerada inadimplente a unidade com pagamento em atraso superior a 30 dias. O estudo reúne dados de aproximadamente 7 mil condomínios em todo o Brasil e foi elaborado pela uCondo, empresa referência em tecnologia para condomínios, que oferece sistema e app para facilitar a gestão de síndicos e administradoras.

Regionalmente, o Nordeste apresentou a maior taxa (13,06%), seguido pelo Sudeste (11,70%), Centro-Oeste (9,00%) e Sul (8,77%). Entre os estados, o Ceará lidera com 16,20% de inadimplência, enquanto São Paulo encerrou o ano com 11,77%, Minas Gerais com 9,24% e o Paraná com 6,93%.

No mesmo período, o valor médio da taxa condominial no país também avançou e atingiu R$ 522. Os maiores tíquetes médios foram registrados no Centro-Oeste (R$ 582) e no Sul (R$ 563), enquanto no Sudeste a média foi de R$ 519 e, no Nordeste, de R$ 494. Por estado, o Paraná aparece com o maior valor médio (R$ 724), seguido por São Paulo (R$ 460) e Minas Gerais (R$ 444).

Os impactos aparecem na redução de caixa, o adiamento de obras e mais dificuldade para cumprir contratos recorrentes, um alerta para a gestão cotidiana dos condomínios. “Mas a despesa média está crescendo de forma previsível. Isso pede, por parte da gestão, um planejamento orçamentário mais fino, a revisão de contratos de serviços, como limpeza, portaria e manutenção, e o reforço do fundo de reserva para evitar repasses abruptos”, analisa Léo Mack.

Confira a evolução semestral da inadimplência:

  • 1º semestre de 2022: 9,72%
  • 2º semestre de 2022: 8,65%
  • 1º semestre de 2023: 9,14%
  • 2º semestre de 2023: 9,92%
  • 1º semestre de 2024: 9,99%
  • 2º semestre de 2024: 9,83%
  • 1º semestre de 2025: 11,95%
  • 2º Semestre de 2025: 11,66%

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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