Juros altos pressionam orçamento das famílias

Juros altos pressionam orçamento das famílias

 Especialista lista 7 formas de proteger o dinheiro e evitar dívidas

Com a taxa de juros em patamar elevado, o custo do dinheiro aumenta e o impacto aparece diretamente no orçamento das famílias. Compras parceladas, dívidas caras e decisões financeiras sem planejamento tendem a pesar mais quando o crédito fica mais caro.

Segundo Presley Vasconcellos, economista e criador de conteúdo sobre economia e finanças pessoais nas redes sociais, o foco da organização financeira em um cenário de juros altos precisa ser reduzir o pagamento de juros e proteger o dinheiro disponível. “Quando o crédito fica caro, o impacto aparece no dia a dia das famílias. Por isso, o primeiro passo é evitar novas dívidas com juros elevados e organizar as contas para não pagar mais do que o necessário ao sistema financeiro”, explica.

Nesse contexto, revisar hábitos de consumo, renegociar dívidas e planejar compras passam a ter papel central no equilíbrio das contas. Ao mesmo tempo, quem consegue guardar parte da renda pode se beneficiar do próprio cenário de juros altos por meio de aplicações financeiras mais conservadoras.

A seguir, Presley reúne algumas orientações para organizar as finanças em um período de juros elevados.

1. Evite comprar parcelado quando o parcelamento embute juros

A depender das condições de juros, o consumidor acaba pagando duas ou três vezes o valor original da compra. Sempre que possível, vale priorizar pagamento à vista de algo que você precisa – não estamos falando de compras supérfluas. Parcelamento de bens duráveis pode ser uma opção interessante para diluir o impacto da compra no orçamento, mas apenas se não embutir juros no preço final.

2. Troque dívida cara por dívida mais barata (quando possível)

Cartão de crédito e cheque especial continuam sendo os vilões mais caros do sistema financeiro, aumentando as chances do endividamento. Se a pessoa já está endividada, a prioridade deve ser renegociar ou migrar a dívida para linhas mais baratas, como crédito consignado, empréstimos com juros menores ou renegociação direta com o banco.

3. Tenha uma reserva de emergência

Em momentos de crédito caro que gera queda na atividade econômica, ter uma pequena reserva de emergência faz muita diferença. Mesmo valores baixos já ajudam a evitar recorrer a empréstimos em situações inesperadas e apanhar de agiota.

4. Repensar compras maiores

Em vez de focar em gastos pequenos do cotidiano, como o streaming e o cafezinho, o impacto real costuma estar em despesas maiores: aluguel, financiamento, escola, plano de saúde e serviços recorrentes. Renegociar contratos ou rever planos pode gerar economias relevantes sem afetar tanto a qualidade de vida

5. Planeje compras

Em tempos de juros altos, antecipar consumo tende a ser uma pedra no sapato. Muitas vezes faz mais sentido manter o dinheiro investido, aproveitando os rendimentos mais altos e esperar um cenário de crédito mais barato para fazer compras maiores.

6. Organização financeira mensal é essencial

Para quem tem orçamento curto, a prioridade não é investir, e sim organizar as contas. Concentrar os temidos boletos em datas próximas ao recebimento do salário, evitar atraso ou parcelamento de fatura e negociar dívidas antigas pode reduzir multas, juros e evitar que a vaca vá mais longe para o brejo.

7. Quem consegue guardar dinheiro deve aproveitar os juros altos

A taxa alta é ruim para quem deve, mas é positiva para quem consegue poupar. Aplicações simples e seguras, como Tesouro Selic ou CDBs atrelados ao CDI, tendem a render mais nesse cenário. Ao invés de pagar juros, nesse momento, vale mais a pena recebê-los.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *