Paraná fecha 1º bimestre com alta de 47,77% nos emplacamentos
Motocicletas seguem como principal motor do mercado estadual
O mercado automotivo do Paraná segue em forte expansão em 2026. Dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos – Regional Paraná (Regional Fenabrave-PR) informam que no acumulado do primeiro bimestre (janeiro e fevereiro), foram emplacadas 62.792 unidades, volume 47,77% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o Estado somou 42.494 veículos.
O desempenho paranaense demonstra consistência e crescimento disseminado, com destaque para os segmentos de automóveis e comerciais leves, que juntos alcançaram 27.198 unidades no bimestre, avanço de 32,16% na comparação anual.
As motocicletas seguem como principal motor do mercado estadual. Foram 30.491 unidades emplacadas, crescimento expressivo de 92,97% sobre o primeiro bimestre de 2025. O segmento responde por 48,56% de participação nas vendas totais do Estado, consolidando sua liderança no mix de mercado paranaense.
Já o segmento de veículos pesados (caminhões e ônibus) registrou retração no acumulado do ano. Foram 1.865 unidades, queda de 28,79% frente ao mesmo período de 2025. Implementos rodoviários também apresentaram recuo de 24,50%, refletindo maior cautela nos investimentos ligados ao transporte e à logística.
O total de emplacamentos em fevereiro somou 34.524 unidades, crescimento de 56,47% em relação a fevereiro de 2025 e avanço de 22,13% sobre janeiro, demonstrando manutenção do ritmo aquecido.
Para Marcos da Silva Ramos, presidente do Sincodiv-PR e diretor-geral da Regional Fenabrave-PR, o desempenho do Paraná combina fatores estruturais do Estado com um momento de recomposição de demanda.
“O Paraná tem apresentado um ambiente de negócios favorável, com políticas estaduais que estimulam o consumo e investimentos consistentes em infraestrutura. Isso gera confiança e movimenta o mercado. No entanto, o setor permanece atento às mudanças macroeconômicas, especialmente ao comportamento da taxa de juros, às condições de crédito e ao cenário fiscal nacional, que impactam diretamente a decisão de compra”, avalia Marcos da Silva Ramos.
Segundo ele, o forte crescimento das motocicletas também está relacionado à busca por mobilidade individual de menor custo e ao uso profissional do veículo, enquanto o desempenho mais contido dos pesados sinaliza que o empresário ainda monitora com cautela o ritmo da atividade econômica.
A expectativa do setor é de manutenção de um bom desempenho ao longo de 2026, embora com atenção redobrada ao cenário macroeconômico nacional e internacional, que pode influenciar o custo do financiamento, o apetite por investimentos e a confiança do consumidor.
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