Brasileiro começa 2026 sob pressão e troca consumo por organização financeira

Brasileiro começa 2026 sob pressão e troca consumo por organização financeira

71% dos entrevistados veem relação entre saúde física e sucesso financeiro e indicam a disciplina como um dos caminhos para lidar com a pressão ao longo do ano

O brasileiro nunca parou de correr, mas, em 2026, o motivo mudou. Se antes o “corre” estava associado a crescimento e conquista, hoje ele está cada vez mais ligado à tentativa de manter o equilíbrio financeiro em um cenário de pressão e imprevisibilidade.

É o que mostra a pesquisa inédita “O Corre do Brasileiro”, realizada pela Creditas, principal fintech de crédito com garantia da América Latina, em parceria com a Opinion Box. O levantamento revela que 59% dos brasileiros começaram o ano sob pressão financeira, sendo 34% preocupados, 14% em recuperação e 11% sob forte pressão, enquanto apenas 39% afirmam ter iniciado o ano com sensação de controle sobre as finanças.

O dado reflete um contexto econômico em que o esforço não necessariamente se traduz em avanço. A maioria dos entrevistados (66%) afirma estar abaixo do ritmo financeiro que gostaria, enquanto 95% dizem precisar complementar a renda e, entre esses, 60% já tentaram, mas não conseguiram.

O principal fator de desorganização financeira segue sendo a imprevisibilidade: imprevistos são apontados por 32% como o maior obstáculo, seguidos pela falta de disciplina (27%) e pela limitação de renda (25%). “O brasileiro até tenta se planejar, mas o problema é que o cenário muda o tempo todo. Sem previsibilidade, o planejamento deixa de ser execução e passa a ser reação, e isso gera uma sensação constante de instabilidade”, afirma Guilherme Casagrande, especialista em educação financeira da Creditas.

Nesse contexto, um fator comportamental passa a ganhar relevância na forma como os brasileiros lidam com o dinheiro: 71% dos entrevistados veem relação entre saúde física e sucesso financeiro, enquanto 51% afirmam tomar melhores decisões relacionadas ao dinheiro quando se exercitam. A prática de atividade física está associada a comportamentos como maior foco em metas de longo prazo (34%), menor impulsividade (28%) e mais disciplina (27%), características que também influenciam a organização financeira.

Além disso, o estudo também mostra que o impacto do “corre” vai além do financeiro. Para 54% dos entrevistados, o trabalho consome mais energia mental do que física, enquanto 66% relatam pressão constante para produzir e manter estabilidade.

Diante desse cenário, o brasileiro começa a mudar prioridades. O consumo perde espaço para a organização financeira: guardar dinheiro (56%), organizar as finanças (54%), aumentar a renda (53%) e quitar dívidas (45%) aparecem como principais objetivos para 2026 e ficam a frente de realizar uma viagem (43%), comprar casa (32%) ou um veículo (28%).

“A mudança indica uma virada importante no comportamento: diante de um cenário mais pressionado, o brasileiro troca o desejo de consumo pela necessidade de controle financeiro”, completa Casagrande.

Corrida ganha espaço e inspira campanha

Entre os entrevistados que apontam a corrida como a principal prática esportiva (33%, atrás apenas de musculação, 61%, e caminhada, 58%), 64% dizem que a disciplina do esporte impacta diretamente suas finanças, e 63% afirmam ter melhorado sua organização desde que começaram a se exercitar.

Este cenário embasa o lançamento do movimento ‘Corre que dá’, campanha da Creditas que transforma o ‘corre’ do brasileiro em metáfora para a organização financeira ao longo do ano. A proposta conecta dois contextos: um econômico, marcado pela pressão e necessidade de reorganização, e outro cultural, em que a corrida se consolida como prática associada à disciplina e consistência.

Desenvolvida para o ambiente digital, a iniciativa contará com desdobramentos em vídeo, conteúdos proprietários, ativações nas redes sociais e ação com assessoria esportiva.

“A organização financeira não pode ser apenas uma resolução de virada de ano, mas sim um compromisso de ano inteiro. O movimento “Corre que dá” reforça que, com planejamento e as ferramentas adequadas, é possível transformar o esforço em conquista. A Creditas quer ser essa parceira de jornada, oferecendo fôlego ao longo do percurso, ajudando as pessoas a organizarem suas finanças e correndo atrás dos seus objetivos com mais estratégia e segurança”, afirma Lucas Madeira, head de Marketing da Creditas.

Crédito da foto: Pexels

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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