Empreendedorismo após os 60 anos cresce e redefine a aposentadoria no Brasil

Empreendedorismo após os 60 anos cresce e redefine a aposentadoria no Brasil

Movimento reflete aumento da longevidade, com qualidade de vida e disposição, e modifica a forma de organização financeira ao longo da vida

A aposentadoria já não representa, para muitos brasileiros, uma fase de inatividade e encerramento da trajetória profissional. Com o aumento da longevidade e mudanças na organização financeira ao longo da vida, cresce o número de pessoas com mais de 60 anos que combinam o benefício previdenciário com outras atividades empreendedoras, seja para complementar a renda, manter uma rotina ativa ou explorar novas possibilidades profissionais.

O movimento acompanha mudanças demográficas e comportamentais no país. Um levantamento recente feito pelo Sebrae indica que, em 2025, o Brasil reunia cerca de 4,5 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais, evidenciando a crescente participação desse público em diferentes atividades econômicas.

Na prática, essa dinâmica tem se traduzido em uma organização financeira mais diversificada. Atividades como prestação de serviços, consultorias, pequenos negócios e trabalhos pontuais passam a conviver com a aposentadoria, permitindo maior flexibilidade e autonomia na gestão da renda.

Para Sérgio Batista, gerente de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+, esse comportamento acompanha a evolução do perfil e das demandas desse público. “Hoje, a aposentadoria é vivida de forma mais ativa e personalizada. Muitos brasileiros optam por seguir trabalhando ou desenvolver novas atividades, seja por planejamento financeiro, seja pelo desejo de se manterem produtivos e engajados”, afirma o especialista.

Além do aspecto financeiro, essa escolha também está associada à valorização da experiência e ao interesse em manter vínculos sociais e uma rotina estruturada. Ao mesmo tempo, o avanço da longevidade amplia o horizonte de vida ativa, abrindo espaço para novas jornadas profissionais mesmo após os 60 anos.

Esse cenário também traz oportunidades e desafios. A adaptação a ferramentas digitais, o acesso à informação e o planejamento ao longo da vida são fatores que contribuem para uma transição mais tranquila entre a aposentadoria e novas fontes de renda.

Nesse contexto, a educação financeira ganha ainda mais relevância. “Planejar a vida financeira considerando diferentes fases é fundamental para garantir mais segurança e liberdade de escolha. Nosso papel é apoiar esse cliente com soluções simples, claras e adequadas às suas necessidades”, completa Sérgio Batista.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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