Após atingir o menor nível em um ano, inadimplência de aluguel tem leve alta em maio

Após atingir o menor nível em um ano, inadimplência de aluguel tem leve alta em maio

Imóveis comerciais registram a maior taxa, com 4,39%, mas residenciais também sobem

Após registrar o menor índice em um ano, a inadimplência de aluguel no Brasil teve leve aumento (0,04 ponto percentual) e fechou maio com 3,22%. Embora o movimento seja de alta, o cenário geral é de estabilidade. Na comparação com maio de 2025, quando a taxa marcou 3,33%, há uma queda de 0,11 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

“O aumento ainda é pequeno e pode ser considerado como uma variação comum diante da instabilidade econômica que o país vive. Ainda é cedo para determinar uma tendência de alta, principalmente porque abril registrou o menor índice em um ano e o aumento observado em maio não foi expressivo. No entanto, o cenário exige cautela. É importante acompanhar indicadores como inflação e juros ao longo de 2026, que podem impactar diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”, afirma Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica.

Na análise por valor, quase todas as faixas registraram aumento, mas os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam liderando. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 6,31% contra 5,56% no mês anterior. Nos comerciais, fechou o período em 7,60%, ante 7% em abril. Na contramão, as faixas com inadimplência mais baixa foram residenciais e comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,91% e 3,52%, respectivamente.

Os aluguéis acima de R$ 13.000 também tiveram um aumento considerável, especialmente os residenciais, que subiram 1,64 ponto percentual e alcançaram 6,16% de inadimplência em maio, frente aos 4,52% de abril. Entre os comerciais, a alta foi de 0,47 p.p., fechando o período com taxa de 4,90% contra 4,43% do mês anterior.

“Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, tem renda familiar acima de R$ 40.000, três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia, crédito mais caro”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram aumento em maio. A maior variação foi verificada nas casas, que subiram de 3,31% em abril para 3,69% em maio. A inadimplência dos apartamentos ficou em 2,35%, ante 2,11% em abril; e a dos imóveis comerciais foi de 4,21% para 4,39%.

Inadimplência por região

Em maio, o Nordeste segue com a maior taxa entre as regiões, com 5,39% de inadimplência, alta de 0,41 ponto percentual em relação a abril. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,38%, aumento de apenas 0,01 p.p. ante o mês anterior. Na sequência vem o Sudeste, que voltou a subir, de 2,94% em abril para 3,15% em maio. No sentido oposto, o Centro-Oeste segue em queda e fechou maio com 2,85%, ante os 2,97% de abril. Já o Sul, embora tenha mantido a menor taxa nacional, teve leve aumento de 0,02 p.p. no período e registrou 2,67%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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