Cinco motivos para usar o programa de aprendizagem como impulsionador de talentos

Cinco motivos para usar o programa de aprendizagem como impulsionador de talentos

Especialista comenta como transformar a cota de aprendizagem em uma estratégia de desenvolvimento alinhada aos desafios do RH atual

Embora a contratação de aprendizes seja uma norma estabelecida, a forma como as empresas encaram esse processo mudou. Mais do que preencher uma cota obrigatória, investir na formação interna tornou-se um grande diferencial para garantir talentos alinhados à cultura da organização.

No primeiro semestre de 2025, foram quase 70 mil novas contratações de aprendizes no Brasil, um crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior. Hoje, já são mais de 685 mil jovens em atividade.

“Temos visto cada vez mais empresas que efetivam e continuam aproveitando o talento do jovem após a conclusão da aprendizagem”, diz Ana Carolina Krentzenstein, gerente de R&S na Companhia de Estágios, líder em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes. E o impacto vai além do negócio, já que o programa abre muitas portas, reduz a evasão escolar e permite que jovens aprendam na prática enquanto começam a construir sua independência financeira.

A seguir, veja cinco razões para olhar para a aprendizagem como estratégia, e não apenas como obrigação.

1. Formação de um pipeline sob medida

Ao contratar um aprendiz, sua empresa passa a contar com alguém em sua primeira experiência profissional, o que permite moldar competências e transmitir a cultura organizacional sem os vícios de experiências passadas.

Nessa modalidade, a aprendizagem é obrigatória: o jovem trabalha até 8h diárias (ou até 6h, se ainda não concluiu o Ensino Fundamental), sendo quatro dias na empresa e um em curso teórico presencial vinculado à sua área de atuação.

O resultado é um pipeline sólido de talentos que já conhecem a operação e chegam a posições iniciais prontos para contribuir.

2. Impacto social e mobilidade

Investir em aprendizagem é transformar realidades. Segundo o  Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), quem passa pelo programa tem 10 pontos percentuais a mais de chance de obter um emprego formal futuramente.

Além disso, a renda desses profissionais na fase adulta pode ser até 35% superior. Sua empresa deixa de ser apenas um lugar de trabalho e se torna um agente real de mobilidade social e responsabilidade.

3. Eficiência no investimento em talentos

O programa de aprendizagem torna o investimento em novos profissionais mais viável. Pela legislação, o FGTS dos aprendizes é de 2% (em vez dos 8% tradicionais), além do próprio valor hora pago, que é de um salário mínimo..

Na prática, isso permite que a empresa amplie a formação de talentos com um impacto financeiro mais equilibrado. Ou seja, o RH consegue investir em desenvolvimento, testar perfis e planejar sucessões com mais previsibilidade, sem abrir mão da responsabilidade social.

4. Agilidade com novos modelos de trabalho

Com a chegada da Geração Alfa (nascidos a partir de 2010), o RH vive um momento histórico: a convivência de cinco gerações simultâneas. O aprendiz traz o olhar fresco necessário para essa integração e para a inovação do negócio.

O jovem de hoje busca flexibilidade. Tendências como períodos de trabalho mais curtos, como as jornadas de até 6 horas, permitem que o talento concilie os estudos com a vida profissional de forma saudável.

Essa rotina menos engessada ajuda a atrair jovens que valorizam o equilíbrio. Seja no modelo híbrido ou home office, essa agilidade ajuda a testar novas possibilidades e a oxigenar os processos internos da companhia.

5. Fortalecimento da Marca Empregadora

Investir em aprendizagem também fortalece a forma como a empresa é percebida por quem está entrando no mercado. Programas bem estruturados, com trilhas de desenvolvimento, acompanhamento próximo e critérios claros de evolução, mostram compromisso real com a formação de pessoas.

Quando o jovem tem uma boa experiência, com integração consistente, liderança acessível e feedbacks frequentes, a tendência é que ele se torne um promotor espontâneo da marca. E isso ganha ainda mais força hoje: essa geração é altamente ativa nas redes sociais e costuma compartilhar suas vivências profissionais.

Para navegar com mais profundidade nas mudanças e regras da aprendizagem, a Companhia de Estágios lançou o novo Ebook Lei da Aprendizagem 2026. O material é gratuito, pode ser acessado em https://ciadeestagioscrm.ac-page.com/lei-do-jovem-aprendiz-2026.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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