Marcas brasileiras crescem 22% em valor e chegam a US$ 101 bilhões

Marcas brasileiras crescem 22% em valor e chegam a US$ 101 bilhões

Itaú permanece na liderança. Marca é avaliada em US$ 13,2 bilhões

As 50 marcas brasileiras mais valiosas somam US$ 101,1 bilhões em valor de marca em 2026, alta de 22% em dois anos, segundo o ranking Kantar BrandZ. O indicador não representa faturamento ou valor de mercado das empresas. Ele estima quanto do valor do negócio está associado à força da marca e à sua capacidade de influenciar a escolha dos consumidores.

O avanço aparece em diferentes setores da economia. Entre as empresas presentes nas edições de 2024 e 2026, 59% aumentaram seu valor de marca e 18 registraram altas de dois ou três dígitos. Serviços financeiros, telecomunicações, energia e alimentos e bebidas estão entre os segmentos com crescimento.

O Itaú permanece na liderança, avaliado em US$ 13,2 bilhões em valor de marca, seguido pelo Nubank, com US$ 12 bilhões. Claro, Brahma e Vivo completam as cinco primeiras posições. Bradesco, Skol, Petrobras/BR, Localiza e Antarctica também integram o Top 10. A edição de 2026 traz ainda seis estreantes, de quatro categorias. O iFood entra na 11ª posição. Smart Fit, Inter, Stone, Mateus e Vivara são os outros novos nomes do Top 50.

“Uma marca ganha força quando consegue ocupar um espaço claro na vida das pessoas. Isso pode acontecer porque facilita uma tarefa, resolve uma necessidade ou cria identificação emocional. Quando essa relação vem acompanhada de um diferencial reconhecido pelo consumidor, a marca aumenta sua capacidade de ser escolhida e de gerar valor para o negócio”, afirma Martin Cena, CEO da Kantar no Brasil

Top 10 Marcas Brasileiras Mais Valiosas Kantar BrandZ 2026

Posição 2026Marca

 

 

Categoria

 

 

Valor de marca 2026 (US$)

 

 

1

 

 

Itaú

 

 

Serviços Financeiros

 

 

13,244 bi

 

 

2

 

 

Nubank

 

 

Serviços Financeiros

 

 

12,024 bi

 

 

3

 

 

Claro

 

 

Operadoras de Telecomunicações

 

 

7,421 bi

 

 

4

 

 

Brahma

 

 

Álcool

 

 

6,635 bi

 

 

5

 

 

Vivo

 

 

Operadoras de Telecomunicações

 

 

5,710 bi

 

 

6

 

 

Bradesco

 

 

Serviços Financeiros

 

 

5,121bi

 

 

7

 

 

Skol

 

 

Álcool

 

 

4,998 bi

 

 

8

 

 

Petrobras/BR

 

 

Energia

 

 

3,616 bi

 

 

9

 

 

Localiza

 

 

Plataformas de Tecnologia e Serviços ao Consumidor

 

 

3,214 bi

 

 

10

 

 

Antarctica

 

 

Álcool

 

 

2,514 bi

 

O que está por trás do crescimento

Os serviços financeiros estão entre os destaques desta edição. A categoria concentra algumas das maiores valorizações desde 2024 e, também, ganha novos representantes no Top 50. Segundo a análise da Kantar, esse movimento acompanha transformações do mercado brasileiro, como a digitalização dos bancos, a entrada de novos concorrentes digitais e a ampliação do acesso da população ao sistema financeiro.

O levantamento mostra, porém, que o crescimento não fica restrito a um único setor. Telecomunicações, energia e alimentos e bebidas também aparecem entre as categorias com marcas que registraram avanços de dois dígitos.

A análise do BrandZ indica ainda que o valor de uma marca não depende apenas de ser conhecida. As empresas mais fortes conseguem estabelecer relevância prática ou emocional na vida dos consumidores, diferenciar sua oferta e permanecer presentes nos momentos de escolha.

Na metodologia da Kantar, essas três características são chamadas de MeaningfulDifferent e Salient — significativa, diferente e saliente. Quanto mais alta a posição no ranking, maior a presença desses atributos. O Top 10 apresenta índices superiores aos do Top 30, que, por sua vez, supera a média do conjunto das 50 marcas.

Essa combinação tem impacto direto no negócio. Marcas com forte Poder de Demanda, indicador que mede a capacidade de gerar escolha no presente, produzem oito vezes mais valor do que aquelas com desempenho fraco nessa métrica dentro de suas categorias. Além disso, 83% das marcas brasileiras que apresentavam Poder Futuro positivo em 2024 aumentaram seu valor em 2026.

Diferenciação ganha importância

Em um mercado com mais opções e consumidores atentos a preço, o estudo aponta a diferenciação significativa como uma das principais oportunidades para as empresas brasileiras. Ter um diferencial significa oferecer produtos, serviços, experiências ou uma comunicação que sejam percebidos pelas pessoas como distintos e relevantes.

Para a próxima fase de crescimento, o relatório identifica três prioridades: ampliar esse diferencial, ganhar impulso e encontrar novos espaços. Esses espaços não precisam significar apenas a entrada em outros mercados. Podem surgir de novas necessidades dos clientes, ocasiões de consumo, serviços ou usos para produtos já existentes.

“Ser diferente não é simplesmente chamar atenção. O diferencial precisa ter valor para as pessoas. É essa combinação entre relevância e diferenciação que ajuda uma empresa a sair de uma disputa baseada apenas em preço e construir uma relação mais forte com o consumidor”, completa Martin Cena.

A consistência também aparece como um fator importante. Uma análise global do BrandZ mostra que marcas que mantêm percepções mais consistentes ao longo do tempo e entre mercados alcançaram vantagem de crescimento de 111% sobre aquelas com menor consistência.

Isso não significa permanecer igual. Segundo o estudo, as empresas podem inovar, lançar produtos e serviços e conversar com novos públicos sem abandonar características centrais de sua identidade.

A Brahma, quarta colocada, com US$ 6,6 bilhões em valor de marca, é um dos exemplos analisados no relatório. A empresa mantém associações construídas ao longo do tempo com futebol, celebração e cultura brasileira, enquanto atualiza sua comunicação para diferentes momentos e públicos.

O ranking Top 50 Marcas Brasileiras Mais Valiosas Kantar BrandZ 2026, o relatório completo e as análises estão disponíveis no site da Kantar. www.kantar.com/campaigns/brandz/brazil

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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