9 em cada 10 brasileiros têm conta corrente, mas só 1 em cada 7 possui previdência privada

Pesquisa aponta que conta e cartão de crédito fazem parte da vida dos brasileiros
Pesquisa da binds.co, empresa de dados e inteligência de mercado especializada em CX, mostra uma diferença expressiva entre a presença dos produtos financeiros mais disseminados no cotidiano e daqueles voltados a horizontes mais longos: enquanto a conta corrente chega a 89,1% dos entrevistados, a previdência privada aparece para 14,5%.
Entre os produtos mais presentes, o cartão de crédito alcança 82,1% e a conta digital, 74,9%. Juntos, os dados mostram que movimentação de dinheiro, meios de pagamento e acesso digital já fazem parte da vida financeira da grande maioria dos consumidores pesquisados.
Para Leandro Cabral, CEO da binds.co, os números dizem que a relação financeira do consumidor é formada por diferentes camadas – e que estar presente em uma delas não significa necessariamente ocupar as demais.
“Conta e cartão já estão amplamente presentes na vida do brasileiro, mas, quando saímos das necessidades mais cotidianas, a penetração dos produtos muda bastante. Para as instituições, isso significa que estar presente no dia a dia financeiro do cliente não garante automaticamente espaço em outras decisões. Cada nova relação precisa ser conquistada”, afirma Leandro Cabral, CEO da binds.co.
Empréstimo e investimento ocupam o mesmo espaço
Um dos contrastes do levantamento aparece justamente no segundo grupo de produtos mais presentes: 44,1% dos brasileiros possuem empréstimo e 43,3% têm investimentos, uma diferença de apenas 0,8 ponto percentual, apesar de atenderem a necessidades distintas dentro da vida financeira.
Na outra ponta estão produtos com presença significativamente menor. Além da previdência privada, presente para 14,5%, o consórcio aparece na carteira financeira de 12,3% dos brasileiros.
Para a binds.co, essa composição também traz um desafio de experiência para o setor financeiro. À medida que as necessidades se tornam mais específicas, a relação deixa de depender apenas da disponibilidade de um produto e passa a envolver a capacidade das instituições de construir confiança, relevância e uma experiência adequada a diferentes momentos da vida financeira.








