Ano eleitoral não freia os negócios: fusões e aquisições ganham espaço em 2026

Grupo 3corações conclui aquisição da Yoki e Kitano e amplia presença no mercado brasileiro de alimentos
Em um ano eleitoral, como 2026, é natural que empresas adotem uma postura mais cautelosa diante das incertezas econômicas e políticas. Mas cautela não significa paralisia. Para muitas companhias, momentos de transformação podem ser justamente a oportunidade para acelerar o crescimento por meio de fusões e aquisições.
A conclusão esta semana da aquisição das operações da General Mills no Brasil pelo Grupo 3corações, anunciada em março, é um exemplo de como movimentos estratégicos podem redesenhar mercados mesmo em um cenário de maior atenção aos riscos. Com a operação, a companhia, líder nacional no segmento de cafés, incorpora as marcas Yoki e Kitano e amplia significativamente sua atuação no setor de alimentos e bebidas.
A transação, concluída após o cumprimento de todas as condições regulatórias e contratuais, inicia um novo ciclo de crescimento para o grupo. A empresa passa a contar com aproximadamente 12.700 colaboradores e presença em mais de 600 mil pontos de venda em todo o país.
“Estamos concluindo uma aquisição muito relevante para a nossa história e, ao mesmo tempo, iniciando um novo capítulo. Yoki e Kitano são marcas queridas, que fazem parte da rotina de milhões de famílias brasileiras há décadas. Recebemos esse legado com muito respeito e com a responsabilidade de cuidar dessas marcas, das pessoas que as constroem todos os dias e da relação de confiança construída com os consumidores, criando as condições para que continuem crescendo”, afirma Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações.
Expansão de escala
A operação também incorpora estruturas industriais e administrativas: o escritório de São Bernardo do Campo (SP) e as unidades produtivas de Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). Com isso, a 3corações passa a contar com 15 unidades fabris.
O caso mostra que fusões e aquisições não precisam ser vistas apenas como movimentos defensivos. Elas podem ser instrumentos para ganhar escala, entrar em novas categorias, ampliar canais de distribuição e fortalecer marcas.
Em 2026, com as eleições no horizonte, empresas e investidores devem avaliar com ainda mais cuidado juros, inflação, câmbio, ambiente regulatório e perspectivas para a economia. Isso pode tornar algumas negociações mais complexas, mas também pode criar oportunidades para companhias com caixa, capacidade de investimento e visão de longo prazo.








