Exportações brasileiras de frutas em contêineres cresceram 20,4% no primeiro semestre

Exportações brasileiras de frutas em contêineres cresceram 20,4% no primeiro semestre

Melões e melancias lideram ranking, seguidos pelas mangas

Números da Datamar, líder no setor de informações de comércio exterior e informação marítima para a costa leste da América do Sul, mostram que o Brasil exportou 36.552 TEUs de frutas no primeiro semestre de 2026, alta de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2025 como um todo, as exportações brasileiras de frutas somaram 80.179 TEUs.

Além da carga conteinerizada, o Brasil exportou 48.846 toneladas de frutas em navios frigoríficos convencionais (reefers). Considerando, em peso, os embarques realizados tanto em contêineres quanto em navios reefer, as exportações brasileiras de frutas totalizaram 498.915 toneladas no primeiro semestre de 2026 – volume 29,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

“Os números provisórios da Datamar estão em linha com as estatísticas oficiais do Comex Stat e mostram que 2026 caminha para ser mais um ano recorde para as exportações brasileiras de frutas. O crescimento observado no primeiro semestre é particularmente relevante porque a maior parte dos embarques de algumas das principais frutas exportadas pelo Brasil acontece no segundo semestre”, afirma o CEO da empresa, Andrew Lorimer.

De acordo com o levantamento, melões e melancias foram a maior categoria em volume conteinerizado no primeiro semestre de 2026, com 9.825 TEUs. As mangas vieram logo atrás, com 9.399 TEUs, enquanto limões e limas chegaram a 8.849 TEUs. Juntos, esses grupos formaram o núcleo das exportações brasileiras de frutas em contêineres.

Maior demanda veio dos Países Baixos

Os dados por destino também mostram que neste primeiro semestre o comércio brasileiro de frutas ainda é concentrado. Os Países Baixos receberam 20.321 TEUs de frutas brasileiras, ou 55,6% do total capturado pelo DataLiner. A Espanha ficou em segundo lugar, com 5.499 TEUs e 15,1% de participação. O Reino Unido veio em seguida, com 5.218 TEUs, ou 14,3%. Juntos, esses três mercados responderam por cerca de 85% das exportações brasileiras de frutas em contêineres.

“A Europa é há muito tempo um parceiro comercial muito importante para a fruticultura brasileira. Uma das grandes vantagens do Brasil é a complementaridade das safras: em produtos como melão, manga e uva, conseguimos abastecer o mercado europeu justamente em períodos de menor oferta local. No caso do melão, por exemplo, o Brasil ganha espaço durante o inverno europeu, quando a produção espanhola é muito menor. Isso cria uma relação comercial bastante complementar, sem impedir que o Brasil continue desenvolvendo outros mercados”, avalia Lorimer.

“Outro ponto interessante é que o crescimento não está restrito ao transporte em contêineres. Nossos dados indicam que, no primeiro semestre, cerca de 10% das exportações marítimas de frutas foram transportadas em navios reefer convencionais. É um modal que ganhou importância nos últimos anos e continua representando uma parcela relevante e crescente dos embarques, mostrando que o avanço das exportações brasileiras de frutas é mais amplo do que os números de contêineres, isoladamente, sugerem”, destaca o executivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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