Heineken lidera mercado de cervejas puro malte no Brasil

Heineken lidera mercado de cervejas puro malte no Brasil

Em um mercado em que a categoria puro malte ganhou espaço entre os brasileiros, Heineken mantém há mais de 150 anos uma receita baseada em água, malte, lúpulo e sua exclusiva Levedura A

O mercado brasileiro de cervejas puro malte vem mudando o padrão de consumo no país. Em 2024, a categoria registrou crescimento de 81% em litros vendidos, enquanto as cervejas comuns avançaram 2%, segundo dados da Kantar. No mesmo período, a Heineken® foi apontada pela NielsenIQ como a cerveja puro malte mais vendida do Brasil, na versão regular.

Mas, para a marca, o movimento está longe de ser apenas uma tendência recente. A Heineken® afirma ser pioneira na produção de cerveja puro malte e mantém há mais de 150 anos uma receita que não utiliza milho, arroz ou aditivos. A composição tem como base água, malte, lúpulo e a exclusiva Levedura A, ingrediente desenvolvido pela marca ainda no século XIX.

“O puro malte não é uma resposta a uma tendência para a Heineken. É parte da nossa história. A escolha por uma receita baseada em ingredientes naturais e o cuidado com cada etapa do processo fazem parte de uma tradição que atravessa gerações. O nosso desafio é justamente preservar essa identidade enquanto continuamos evoluindo a operação”, Eduardo Picarelli, diretor da unidade de negócios da Heineken® no Brasil.

O que existe por trás de uma cerveja puro malte?

O termo “puro malte” ganhou relevância entre consumidores interessados em conhecer melhor a composição das cervejas. Uma cerveja puro malte é produzida exclusivamente com malte, lúpulo, levedura e água, sem a presença de cereais não maltados. No caso da Heineken®, essa proposta começa pela própria receita: não há milho, arroz ou aditivos. Além disso, os ingredientes são naturais. Para o consumidor, essa composição se traduz em diferenciais percebidos, como sabor mais intenso e autêntico, aromas mais ricos e uma espuma mais estável, que contribui para uma maior sensação de cremosidade.

O diferencial, porém, não está apenas na lista de ingredientes. A forma como eles são utilizados ao longo da produção também interfere no resultado final. Um dos elementos mais particulares do processo é a Levedura A, exclusiva da Heineken®, responsável por contribuir para o perfil equilibrado e característico da bebida.

Outro ponto está na fermentação. A marca utiliza tanques horizontais, que proporcionam uma área de superfície maior para a atuação da levedura durante o processo. Segundo a Heineken®, essa característica contribui para a formação do sabor e para a consistência da bebida.

“A levedura é uma parte fundamental da identidade da Heineken. Ela não é simplesmente mais um ingrediente: participa diretamente da construção das características que buscamos preservar. Por isso, controlar as condições de fermentação é tão importante quanto selecionar os ingredientes que entram na receita”, explica Picarelli.

Uma receita, diferentes mercados

A manutenção do padrão é um dos desafios de uma marca global. Presente em 192 países, a Heineken® utiliza a mesma receita e os mesmos ingredientes naturais em seus diferentes mercados, segundo informações da companhia. O Brasil é atualmente o maior mercado da marca no mundo e acumula 11 anos consecutivos de crescimento.

Isso significa que a produção brasileira precisa seguir parâmetros capazes de reproduzir as características esperadas da cerveja independentemente da unidade onde ela seja produzida.

O controle acompanha diferentes etapas da cadeia produtiva, da seleção dos ingredientes ao envase. Entre os procedimentos citados pela marca estão treinamentos padronizados para os cervejeiros e o envio de amostras mensais para a Holanda para análises de qualidade.

“Quando falamos em consistência, não significa produzir uma cerveja de forma automática. Existe um conjunto de decisões técnicas que precisa ser repetido com precisão. É isso que permite que uma Heineken produzida no Brasil mantenha as características que o consumidor encontra em outros mercados”, afirma Picarelli.

O Brasil e a consolidação do puro malte

A expansão da categoria acompanha uma transformação na maneira como os brasileiros se relacionam com a cerveja. Ingredientes, origem, processo produtivo e características sensoriais passaram a fazer parte da conversa sobre qualidade.

Esse movimento ajuda a explicar o desempenho da Heineken®. Além de liderar as vendas entre as cervejas puro malte em 2024, a marca foi apontada pela Kantar Insights como a cerveja mais amada do Brasil pelo quarto ano consecutivo em levantamento realizado com consumidores brasileiros.

Para a Heineken®, o reconhecimento atual está relacionado a uma construção que começou muito antes da popularização do conceito de puro malte no país.

“O consumidor brasileiro está cada vez mais interessado em entender o que existe por trás do produto que escolhe. Isso é positivo para toda a categoria e reforça a importância de sermos transparentes sobre ingredientes, processos e padrões de qualidade. No caso da Heineken®, temos uma história de mais de 150 anos que comprova que a preocupação sobre a qualidade e a consistência não começou agora”, completa Picarelli.

Mais de 150 anos de uma receita que permanece

Criada na Holanda em 1873, a Heineken® mantém sua fórmula original há mais de 150 anos. A combinação de água, malte, lúpulo e Levedura A permanece no centro do processo, enquanto tecnologia e controles de qualidade ajudam a reproduzir o mesmo padrão nos diferentes mercados.

É justamente essa combinação entre tradição e controle técnico que sustenta o posicionamento da marca no segmento premium: uma receita simples na composição, mas que exige precisão em cada etapa da produção.

Para uma categoria que ganhou força recentemente no Brasil, o caso da Heineken® mostra que o puro malte pode ser mais do que uma tendência de consumo. Para a marca, é uma escolha presente em sua história desde muito antes de o termo se tornar uma das credenciais mais valorizadas pelos consumidores.

Crédito da foto: Fabio Rezende

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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